"Conan, o Bárbaro" chega aos cinemas com Jason Momoa

Ator havaiano encarna o personagem consagrado por Arnold Schwarzenegger nos anos 80
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AE
Criado pelo texano Robert Howard em 1932, Conan da Ciméria é considerado o maior personagem da literatura de fantasia heroica, a tendência chamada de sword and sorcery, espada e feitiçaria. Ele viveu duas vezes na pele de Arnold Schwarzenegger, em filmes que surgiram no começo dos anos 1980, comemorando os 50 anos de criação do herói - "Conan, o Bárbaro" e "Conan, o Destruidor". O primeiro, de John Milius, é melhor do que o segundo, embora este seja assinado pelo respeitável Richard Fleischer.


Conan revive agora na pele de Jason Momoa, que tem o que se pode chamar de physique du rôle para o papel. Nascido Joseph Jason Namakaeha Momoa em Honolulu, ele é ator e modelo americano, filho único de pai havaiano e mãe estadunidense, de ascendência alemã e irlandesa. A mistura produziu um tipo carismático e de físico moldado. Suas experiências incluem as séries "Baywatch Hawaii" e "Stargate Atlantis".
De cara, o novo Conan já conta a que vem. O filme abre-se num campo de batalha, onde o bebê Conan experimenta o sangue da mãe, antes que o seu leite. Um letreiro prévio informa que, em épocas imemoriais, os necromantes criaram uma máscara que deu poderes especiais ao seu portador. O desejo que ele experimentou de dominar o mundo levou a um levante dos cimérios, que o derrotaram. A máscara foi destruída e seus pedaços dispersos, mas agora outro conquistador está em busca do último pedaço, de posse da tribo de Conan.

 Menino, ele enfrenta meia dúzia de guerreiros inimigos, num embate de grande violência física. É a tônica do novo "Conan". Há quase 30 anos, o diretor e roteirista John Milius criou um universo estilizado em torno de Schwarzenegger. O ex-Mister Universo era certamente uma figura máscula, mas também era muito clean para um bárbaro. O Conan de Jason Momoa, embora mais largado, não é menos impressionante pela força física com que empunha a espada. A tensão erótica de sua persona é enriquecida na relação com a puro-sangue que o vilão persegue para cumprir o ritual de consagração da máscara que lhe dará o poder.

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