Greve da guarda municipal conta com 62% de adesão, diz presidente do sindicato

Grupo pede melhores condições de trabalho e aumento do piso salarial


A greve da Guarda Municipal do Rio de Janeiro, que está parada desde a sexta-feira (23), conta com 62% de adesão, de acordo com Rogério Chagas, presidente do Sisguario (Sindicato dos Servidores da Guarda Municipal do Rio de Janeiro). Para esta segunda-feira (26) está agendada uma nova reunião às 16 h.
O sindicato pede melhores condições de trabalho, aumento do piso salarial, de R$ 652 para R$ 1.200, e reestruturação do plano de carreira e do investimento nas 15 inspetorias do órgão. A Guarda Municipal foi procurada pela reportagem mas não quis se manifestar sobre a greve.

Ainda segundo Rogério Chagas, na tarde desta segunda-feira (26) o sindicato vai enviar um ofício ao coronel Lima Castro (comandante da Guarda Municipal) pedindo a reabertura das negociações. Rogério diz ainda que, dependendo do que for decidido por parte do comando da Guarda Municipal, a partir de quarta-feira (28) a greve terá novos desdobramentos.
- A comissão de greve entende que a partir de quarta-feira, se nada for feito para resolver a situação, teremos outros desdobramentos, vamos começar a fazer o café da miséria do guarda, o sopão da miséria do guarda. Para mostrar o que a gente toma de café da manhã lá no Batalhão. Vamos tentar deliberar isso na reunião das 16 horas.
Chagas afirma que serão convocados entre 150 a 200 guardas municipais para tomarem um copo de café com leite e um pão diante do Batalhão. O presidente do sindicato revela que a situação é "caótica", principalmente, na 6ª inspetoria de Madureira, zona norte da capital fluminense.
- Há 20 anos que não se prega um prego lá. A situação está caótica. Estamos reivindicando melhores condições de trabalho há seis meses e nada foi feito. Na 6ª inspetoria de Madureira, por exemplo, os trabalhadores têm reclamado de uma obra da Transcarioca que passa dentro da inspetoria e tem muito foco do mosquito da dengue.
Ainda de acordo com o presidente do Sisguario, durante o período da paralisação, o sindicato vai manter 30% do efetivo da guarda municipal para os eventos da cidade. Ele contou ainda que eles estão posicionados apenas na região da Barra da Tijuca, zona oeste da cidade, por conta de um evento de música que ocorre na região.
- Não temos o objetivo de prejudicar nenhum evento da cidade. Vamos cumprir a lei, mantendo o efetivo que devemos manter. Mas o resto da cidade está sem guarda, todos estão na Barra da Tijuca.
Na manhã de sábado (24), um grupo de guardas municipais participou de um mutirão para doar sangue no Hemorio, no centro da cidade.

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