Ministério do Turismo confirma saída de Pedro Novais


Dilma recebeu carta de demissão e aguarda lista de candidatos para escolher substituto

Gustavo Gantois

Pedro Novais
Agência Brasil
Novais, quinto ministro a cair, foi abatido por denúncia de que usou dinheiro público para pagar empregada de sua casa


O Ministério do Turismo confirmou, em nota, a saída do peemedebista Pedro Novais do comando da pasta. De acordo com o comunicado, divulgado na tarde desta quarta-feira (14), Novais pediu sua exoneração em uma carta entregue à presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. 
O conteúdo da carta não foi divulgado, mas, de acordo com a ministra da Comunicação Social, Helena Chagas, Novais entregou um texto protocolar, no qual não se defendeu das acusações. Na conversa com a presidente, porém, o ex-ministro disse que iria se defender fora do cargo para não atrapalhar o trabalho do governo.
A presidente aceitou o pedido de demissão e aguarda agora a lista de candidatos que será enviada pelo PMDB para escolher o novo auxiliar.
A queda de Novais já havia sido anunciada pelo líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (RN).
A saída foi acertada em uma reunião realizada no Palácio do Planalto com a presença do vice-presidente, Michel Temer. O encontro teve início pouco depois das 17h e durou menos de uma hora.
Depois, Novais e Temer foram ao gabinete de Dilma, onde permaneceram por volta de 15 minutos.


Alves afirmou que a decisão de pedir demissão partiu do próprio Novais, que, segundo o líder, não estaria mais suportando o excesso de denúncias contra ele.
- Foi uma decisão dele que o partido, solidário, acata e respeita. Ele disse que vai responder a todas elas [denúncias], mas que isso vai demandar aborrecimento, constrangimentos e tempo. E ele não quer que o Ministério do Turismo seja prejudicado e paralisado em um momento importante para o Brasil.
Segundo Alves, o anúncio do novo ocupante do cargo caberá exclusivamente à presidente. Ele adiantou, porém, que “seguramente será um parlamentar da Câmara”, a exemplo do próprio Novais.
- Estou indo à Câmara conversar com a bancada, já que esse é um espaço que a presidente Dilma ofereceu ao PMDB. Logo mais trago para o vice-presidente Michel Temer algumas alternativas para que a presidente Dilma possa indicar o substituto. As alternativas sairão hoje, mas a escolha, o momento e a hora, fica a cargo da presidente. Com certeza será um deputado.
A polêmica envolvendo Pedro Novais, quinto ministro a cair no governo Dilma, teve início após a denúncia de que teria usado dinheiro público para pagar uma empregada de sua casa.
Seu destino começou a ser selado ainda durante a manhã, quando ouviu de lideranças do PMDB que não teria mais apoio para permanecer no comando da pasta. Fontes do governo disseram que a situação de Novais, já considerada delicada, havia ficado "insustentável" com as últimas denúncias.

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