No Rio, dois bombeiros são detidos em protestos em frente a sede do governo


Eles são líderes do movimento por melhores condições de trabalho

O cabo Benevenuto Daciolo e o capitão Alexandre Marquesine foram detidos no início da madrugada desta quarta-feira (14), em frente ao Palácio Guanabara, sede do Governo do Estado, em Laranjeiras, na zona sul do Rio. Os dois são líderes dos movimentos por melhores condições de trabalho para os bombeiros.
A prisão aconteceu quando um grupo de bombeiros acampavam no local em forma de protesto. O objetivo era que os representantes fossem recebidos pelo governador do Rio, Sérgio Cabral. Eles foram detidos com a alegação de insubordinação e de incitação aos demais militares contra o comando da corporação.
Policiais de vários batalhões reforçaram o patrulhamento no entorno do palácio. A rua de acesso ao local ficou interditada.
Após a prisão dos dois representantes da categoria, os bombeiros foram para porta da Alerj (Assembleia legislativa do Rio) para decidir as próximas ações do grupo.
Daciolo e Marquesine foram levados para o quartel general da corporação e depois levados para o Grupamento Especial Prisional dos Bombeiros, em São Cristovão, zona norte da cidade.
As reivindicações dos bombeiros são as mesmas desde abril, quando mais de 400 homens da corporação invadiram o Quartel Central. Eles querem piso salarial de R$ 2.000 líquidos, fim das gratificações e auxílio transporte em valor que atenda a real necessidade de deslocamento e para todos os militares.


Invasão do Quartel
Cerca de 2.000 bombeiros acompanhados de mulheres e crianças iniciaram uma manifestação na tarde de 3 de junho, em frente à Alerj, por melhores salários e condições de trabalho. Por volta das 20h, eles ocuparam o Quartel Central e passaram toda a madrugada lá.
Às 6h do dia 4 de junho, a Polícia Militar invadiu o local. Algumas pessoas tiveram ferimentos leves. Mais de 400 bombeiros foram presos.
Visivelmente irritado, o governador Sérgio Cabral exonerou o comandante-geral do Corpo de Bombeiros e disse que não negocia com "vândalos" e "irresponsáveis".
A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou, no dia 22 de junho, projeto de lei que anistia os bombeiros do Rio punidos pelo governo do Estado.

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