Primeira Nobel da Paz da África morre aos 71

Wangari Maathai sofria de um câncer e faleceu na noite deste último domingo. Ela era queniana e se tornou uma das principais porta-vozes de todo o continente.

Wangari Maathai recebe seu Prêmio Nobel em dezembro de 2004. Ela morreu de câncer aos 71 anos de idade. (Foto: Bjorn Sigurdson / AP)

REDAÇÃO ÉPOCA
A ativista queniana prêmio Nobel da Paz, Wangari Maathai, morreu aos 71 anos de idade de um câncer na noite deste último domingo (25). Quem deu a informação foi o Green Belt Movemente, organização ambiental da qual participava. “É com grande pesar que a família de Wangari Maathai nos disse que em 25 de setembro de 2011 ela veio a falecer depois de um duradouro e feroz câncer”, afirmou, em seu site, o Green Belt Movement.
Wangari ficou famosa por se tornar a primeira mulher africana a ganha um Nobel da Paz em 2004. Ela era considerada uma das mais influentes e mais respeitadas mulheres em todo o continente, e dedicou boa parte de sua vida à defesa dos direitos humanos. Wangari Maathai percorreu o mundo e reuniu-se com importantes chefes de Estado, tornando-se porta-voz de seu continente, e alertando para os problemas intrínsecos a grande parte do povo africano - a pobreza, a degrdação ambiental no continente, a fome...
Segundo o site do prêmio Nobel, Wangari foi a primeira mulher na África central a receber um diploma de doutora - em veterinária. Ela ficou ainda mais famosa em seu país após fundar a organização não-governamental Green Belt Movement, que plantava árvores por todo o Quênia como forma de combater a erosão do solo, causada pela seca, e para fornecer madeira a família pobres quenianas.
Aos 71 anos, Wangari combateu um câncer durante os últimos anos. Na última semana, ficou internada em um hospital, do qual não saiu com vida. O Green Belt Movement, no entanto, não quis dar mais detalhes sobre o tipo de câncer e nem sobre outras condições da Nobel da Paz. A ong limitou-se a soltar uma nota em que afirma que “a partida de Wangari significa uma enorme perda para todos nós que a conhecemos, seja como mãe, como colega de trabalho, amiga, heroína ou apenas como modelo a ser seguido.” 
LH

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