Acidentes com brinquedos lideram ranking

Pais devem ficar atentos à indicação de uso para idade da criança e ao selo de segurança do Inmentro
Pais devem ficar atentos à indicação de uso para idade da criança e ao selo de segurança do Inmentro
Os acidentes envolvendo brinquedos estão no topo de um ranking feito pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). Por isso, se você ainda não escolheu o que vai dar de presente neste Dia das Crianças, comemorado nesta quarta, 12, pode fazê-lo com a atenção e os cuidados necessários.
Entre os 531 acidentes conceituados como de consumo – durante o uso de um produto –  levantados durante três anos pelo Inmetro, os produtos infantis (entre brinquedos e materiais escolares) respondem por 15,3% das ocorrências registradas, seguidos por alimentos (12,1%), eletrodomésticos (10,9%) e utensílios do lar (8,3%).


Karina Costa
Fernando Amorim /Agência A TARDE

Mesmo que se queira agradar os pequenos, na hora de comprar é preciso estar atento à presença do selo do Inmetro. Desde 1992, brinquedos nacionais e importados têm, obrigatoriamente, que apresentar o selo do instituto para serem comercializados no mercado brasileiro.

A presença do selo  indica que o produto passou por testes e não oferece riscos às crianças, mas aí entra em cena um segundo item: a  faixa etária. Ainda mais se a criança for muito pequena.

O Inmetro afirma que em teste realizado em brinquedos sem o selo foram encontrados metais pesados nos produtos. Substâncias que podem fazer mal à saúde das crianças. 
Quando a criança a ser presenteada tem menos de três anos é preciso ficar atento a um selo que vai indicar sua destinação. De acordo com informações divulgadas pelo  Inmetro, alguns produtos podem conter partes cortantes ou muito pequenas, que podem se desprender e serem ingeridas ou mesmo inaladas, causando sufocamento.
 
Para minimizar os riscos de acidentes de consumo, o Inmetro estuda a possibilidade de desenvolver um Programa de Avaliação de Conformidade (PAC)  para artigos infantis, tratando-se ou não de brinquedos. “Ou seja, todo artigo infantil teria de passar por ensaios básicos. O Inmetro já criou artigo escolar e artigo de festa, o que ainda não é suficiente. Cada vez mais, surgem ideias novas dos fabricantes que não se enquadram na atual classificação formal de brinquedos. Hoje em dia, uma mochila, ao mesmo tempo, pode ser um bicho de pelúcia, por exemplo”, destacou Alfredo Lobo, diretor da Qualidade do instituto.

Reclamações - Segundo a Coordenação de Defesa do Consumidor (Procon-Bahia),  56 reclamações foram levadas ao órgão de 1º de janeiro a 10 de outubro deste ano.  Entre as reclamações 19 diziam respeito a problemas na hora da entrega. Ou houve demora ou não foram entregues ao consumidor.
Não inclusa entre a categoria dos  brinquedos,  as bicicletas somam 37 ações no Procon. A maioria, 13 reclamações, também estavam relacionadas à entrega.

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