Bancários e federação chegam a acordo para acabar com greve

Fenaban oferece aumento de 9% e piso salarial de R$ 1.400. Bancos devem reabrir na terça
Raphael Hakime, do R7, com Agência Estado
Bancos - 700 x 500
Valter Campanato/ABr - Com greve dos bancários, movimento aumentou nos caixas eletrônicos e casas lotéricas de todo o país

Os bancários e a Fenaban (Confederação Nacional dos Bancários) chegaram a um acordo ontem (14) para encerrar a greve da categoria, que começou no dia 27 de setembro - portanto, há 18 dias. Agora, a proposta será encaminhada para aprovação em assembleias dos trabalhadores, que ainda podem recusar a ideia.


A proposta prevê reajuste de 9% dos salários (aumento real de 1,5%) a partir de 1º de setembro de 2011, o que representa aumento real pelo oitavo ano consecutivo. O piso salarial para bancários que exercem função de caixa passa para R$ 1.900, para jornadas de seis horas. Para a função de escriturário, o piso salarial passa para R$ 1.400 (aumento real de 4,3%). 

A federação ofereceu também melhoria nos lucros e resultados, com limite de 2,2 salários mais R$ 2.800, segundo presidente da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), Carlos Cordeiro, que aprovou a proposta.

- Vamos orientar as assembleias [de funcionários] a aceitar a proposta e colocar fim à greve.

Na PLR (Participação dos Lucros e Resultados), houve aumento da parcela adicional de R$ 1.100 para R$ 1.400 (reajuste de 27,2%) e do teto da parcela adicional de R$ 2.400 para R$ 2.800 (reajuste de 16,7%). 

No entanto, o consumidor que estava pensando em correr para o banco na segunda-feira deve esperar. Isso porque as assembleias ainda serão realizadas.

- Na segunda-feira, a greve permanece por causa das assembieas e, se a categoria aprovar, na terça-feira os bancos voltam ao normal.

Em nota divulgada no site, a Contraf-CUT afirma que o Comando Nacional dos Bancários entende que a proposta "atende às principais reivindicações dos bancários: aumento real de salário pelo oitavo ano consecutivo, valorização do piso, distribuição de um valor maior de PLR e avanços nas cláusulas de segurança e saúde do trabalhador". 

Na última quinta-feira (13), no auge da greve, que a confederação afirma ser a maior em 20 anos, 9.090 agências bancárias aderiram à greve - o que representa 45% do total de agências do país. O pico de 2010 parou 8.278 agências em todo país. 

Segundo a Fenaban, os outros benefícios ficam reajustados da seguinte forma: o auxílio refeição sobe para R$19,78 por dia; a cesta alimentação passa para R$ 339,08 por mês, além da 13ª cesta no mesmo valor. O auxílio creche mensal é de R$ 284,85 por filho de até 6 anos.


Suas contas


Existem alternativas para pagar as contas durante a paralisação dos bancários - internet, caixa eletrônico, telefone, lotérica e até lojas e supermercados. Você pode fazer a maioria das operações no caixa eletrônico. Há 179 mil caixas eletrônicos espalhados pelo país, segundo a Fenaban e os endereços estão em www.febraban.org.br/buscabanco. 

Quem tem dívidas a pagar e não possui cartão para uso em caixa eletrônico pode encontrar ajuda em lotéricas, lojas e supermercados podem ajudar, já que são correspondentes bancários e aceitam a quitação de diversas contas. A Febraban diz que 165 mil correspondentes estão aptos a atuar como bancos. Esses postos permitem até pequenos saques em espécie. 


No caso das contas de tarifas públicas, como água, telefone, e energia, a orientação é procurar as empresas que fornecem esses serviços e negociar uma saída. Além dos correspondentes, há o débito direto autorizado (que depois é liberado na conta-corrente pelo caixa eletrônico) e o débito automático que permitem o pagamento. 



Se as contas estiverem atrasadas, o cálculo de taxas de multas é feito pelas próprias empresas e o valor extra virá na fatura do mês seguinte.   

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