Fifa oficializa São Paulo como sede da abertura da Copa do Mundo de 2014

Futuro estádio do Corinthians vai receber a primeira partida da competição
Fielzão - 450 larg
Fielzão foi escolhido para receber a abertura da Copa do Mundo de 2014
A Fifa oficializou nesta quinta-feira (19) que o estádio do Corinthians, em São Paulo, receberá a abertura e o primeiro jogo da Copa do Mundo de 2014. A confirmação, feita pelo secretário geral da Fifa, Jerome Valcke, e pelo presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, aconteceu durante evento da entidade, na Suíça, nesta quinta-feira (20). Na mesma cerimônia foram definidas as cidades que recebem a Copa das Confederações, disputada no país um ano antes, em 2013.  



Valcke informou inicialmente que a abertura da Copa das Confederações será feita em Brasília (DF) e as semifinais serão em Belo Horizonte (MG) e Fortaleza (CE). A decisão ocorrerá no Rio de Janeiro (RJ).



Teixeira confirmou, agora falando sobre a Copa do Mundo, que o Brasil terá doze sedes e que todas as cidades terão "as melhores seleções" do Mundial. Sobre a decisão de utilizar a futura arena do Corinthians na abertura, o presidente da CBF explicou que "o tamanho das cidades e seus estádios foram decisivos na escolha".



A vitória paulista aconteceu depois de uma verdadeira batalha política, que começou em 2007, quando o Brasil ganhou o direito de sediar o Mundial.
A princípio, o estádio indicado pelo comitê de São Paulo para ser a sede da cidade na Copa foi o Morumbi, mas a Fifa não se satisfez com os projetos de reforma apresentados pelo São Paulo. Vetou o local no dia 16 de junho de 2010, alegando que o clube não apresentou as garantias financeiras para executar a obra orçada em R$ 630 milhões.
Presidente da CBF e do COL (Comitê Organizador Local) da Copa de 2014, Ricardo Teixeira é desafeto do presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio. Teixeira queria que o cartola são-paulino apoiasse Kleber Leite na eleição para a presidência do clube dos 13, mas Juvêncio decidiu ficar ao lado de Fabio Koff, que foi eleito.

Dias antes da licitação para venda dos direitos de transmissão dos Campeonatos Brasileiros de 2012 a 2014, o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, que votou no candidato da CBF, foi o primeiro a se desfiliar da entidade, que tinha os direitos de negociação.
Graças à amizade entre Sanchez e Teixeira, o estádio do clube apareceu como "a única saída" quando o Morumbi foi excluído do Mundial. O cartola corintiano foi chefe da delegação brasileira na Copa do Mundo de 2010, dois meses antes de o Fielzão ser oficializado como a arena paulista para 2014.
Com o estádio são-paulino fora de cogitação, Ricardo Teixeira, “convocou”, em 27 de agosto de 2010, o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab, e o então governador do Estado, Alberto Goldman para uma reunião, na qual propôs que o estádio corintiano fosse a sede paulista da Copa.
A partir daí, o Corinthians correu para viabilizar a construção da obra e contou com a intermediação do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva para fechar contrato com a construtora Odebrecht, responsável por tocar a obra.
A falta de garantias financeiras e a presença de dutos da Petrobras no terreno onde o estádio está sendo erguido atrasaram a obra. Com a incerteza, São Paulo foi excluída da Copa das Confederações, competição que acontece um ano antes do Mundial e serve como um evento-teste.

A vitória do Fielzão frustra Belo Horizonte, Brasília e Salvador, que também eram cotadas para abrir o Mundial.
R7

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