Polícia Militar anuncia nomes de novos comandantes de 20 batalhões no Estado do Rio


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Eles ficarão nos cargos por no mínimo um ano; novas trocas acorrem até sexta
A Polícia Militar do Rio de Janeiro anunciou na manhã desta quarta-feira (12) em seu site os nomes dos novos comandantes de 20 batalhões, cujas indicações foram feitas pelosComandos de Policiamento de Área, a quem as unidades estão diretamente subordinadas.
O processo de nomeação acontece após uma avaliação das fichas disciplinares e judiciária dos oficiais escolhidos, a fim de garantir que os comandantes estejam dentro do perfil definido pelo comando da corporação para liderar a tropa.
Dentre as mudanças apresentadas pelo comandante-geral, coronel Erir Ribeiro Costa Filho, está a permanência dos comandantes nos batalhões por um prazo mínimo de um ano. A ideia é permitir que o oficial conheça melhor a área de atuação da unidade, suas peculiaridades e problemas, além de se aproximar mais da tropa e da comunidade. Caso sejam bemavaliados, os comandantes poderão ter suas nomeações prolongadas por mais um ano.
O processo de renovação no comando dos batalhões continua. Até o final da semana, novos nomes devem ser anunciados pelo comandante-geral da PM.
Veja os novos comandantes e seus batalhões:


2º BPM (Botafogo) tenente-coronel PM Reynaldo Salvador Lemos

3º BPM (Méier) tenente-coronel PM Ivanir Linhares Fernandes Filho
4º BPM (São Cristóvão) tenente-coronel PM Ronal Langres Freitas de Santana
6º BPM (Tijuca) tenente-coronel PM Márcio Oliveira Rocha
12º BPM (Niterói) coronel PM Wolney Dias Ferreira
15º BPM (Duque de Caxias) tenente-coronel PM Claudio de Lucas Lima
16º BPM (Olaria) tenente-coronel PM Marcos Vinícius da Silva Mello
17º BPM (Ilha do Governador) tenente-coronel PM Ezequiel Oliveira de Mendonça
20º BPM (Mesquita) tenente-coronel PM Marcos Borges Silva
21º BPM (São João de Meriti) tenente-coronel PM Marcelo Pereira Rocha
22º BPM (Maré) tenente-coronel PM Rogério Martins da Silva
23º BPM (Leblon) coronel PM Álvaro Sérgio Alves de Moura
25º BPM (Cabo Frio) coronel PM Gilmar Barros dos Reis
34º BPM (Magé) tenente-coronel PM Ricardo Bakr de Souza Faria
35º BPM (Itaboraí) tenente-coronel PM Wagner Guerci Nunes
39º BPM (Belford Roxo) tenente-coronel PM Célia Gonçalves Rodrigues
BPRv (Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual) tenente-coronel PM Oderlei dos Santos Alves de Souza
BPFMA (Batalhão de Polícia Florestal) tenente-coronel PM André Luíz Araujo Vidal
RCECS (Regimento Coronel Enyr Cony dos Santos) tenente-coronel PM Cláudia de Mello Lovain M. Cardozo
BPTur (Batalhão de Policiamento em Àreas Turísticas) tenente-coronel PM Joseli Cândido da Silva

Crise na Segurança Pública e troca-troca de comandos
A troca de comando dos batalhões é uma das principais ações do atual comandante-geral da PM. Costa Filho assumiu o cargo em 29 de setembro, após o pedido de exoneração do coronel Mário Sérgio Duarte. Este se justificou alegando que errou ao escolher o tenente-coronel Cláudio Oliveira como comandante dos batalhões de São Gonçalo e da Maré. Oliveira foi preso no último dia 27 acusado de ser o mandante da morte da juíza Patrícia Acioli, em 12 de agosto, Niterói, região metropolitana.
Desde fevereiro deste ano, a cúpula da Segurança Pública fluminense sofre com baixas no comando das instituições. Allan Turnowski perdeu a chefia da Polícia Civil durante a operação Guilhotina da PF (Polícia Federal), que descobriu a ligação de policiais em esquemas de vazamento de informações, venda de armas e drogas para traficantes. A delegada Martha Rocha assumiu o posto com promessas de combater a corrupção e fortalecer a Corregedoria.
O envolvimento de policiais militares em esquemas de corrupção e assassinatos reacende o debate sobre a necessidade de reformar a corporação marcada por uma cultura de impunidade. Em entrevista ao R7, especialistas em segurança pública avaliam crimes cometidos por policiais e apontam medidas para frear a decadência da Polícia Militar.
Na avaliação da ex-secretária nacional de Justiça, Elizabeth Sussekind, o assassinato da juíza Patrícia Acioli, supostamente encomendado pelo ex-comandante do Batalhão da Maré (22º BPM), Cláudio Luiz de Oliveira, mostra que a Polícia Militar comete crimes com a certeza da impunidade.
- A Polícia Militar é uma corporação encastelada em si mesma. Graças a um apoio político e institucional, a PM tem sido impunível.
Seleção e formação de policiais devem ser acompanhadas
O desaparecimento do menino Juan Moraes, de 11 anos, durante uma incursão policial em uma favela em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, também colocou em xeque o comportamento de policiais militares. Quatro PMs do Batalhão de Mesquita (20º BPM) tiveram a prisão decretada pela Justiça por causa da morte do menino.
O ex-comandante-geral da PM coronel Ubiratan Ângelo diz que a corrupção na corporação é um problema crônico, que também afeta outras instituições públicas, como a Polícia Civil e o Poder Judiciário. Segundo ele, a seleção e a formação dos agentes deveriam ser aprimoradas.
- A seleção e a formação dos policiais devem ser constantemente acompanhadas e aprimoradas. A corrupção é um problema crônico no funcionarismo público. A formação não formata o caráter dos agentes. O trabalho da Corregedoria, que é muito bom, pode ajudar na identificação dos policiais que apresentam má conduta.
Após a denúncia de que policiais militares da UPP dos morros da Coroa, Fallet e Fogueteiro, no Catumbi, zona central do Rio, recebiam propina de traficantes, o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, afirmou que a conduta dos PMs e as falhas no treinamento dos agentes podem explicar o comportamento corrupto.
- Eu acho que é um conjunto de coisas, que pode ser treinamento, academia e formação.

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