Prefeito e vereadores "brigam" para definir horário de verão

Na tentativa de driblar o horário de verão, os vereadores de Goiânia aprovaram uma lei atrasando uma hora a abertura (das 8h para as 9h) e o fechamento (das 18h para as 19h) de lojas, indústrias e escolas. Publicada no Diário Oficial na última terça-feira (18), a lei começou a vigorar ontem (19), mas não durou nem um dia.
Lourdes Souza
Na manhã de hoje (quinta 20), o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), assinou um decreto negando a execução do projeto da lei complementar que tenta anular os efeitos do horário de verão, mas desta vez adiantando de novo os horários comerciais do município.
À parte a queda de braço entre Legislativo e Executivo de Goiânia pelo horário mais adequado para a população, as secretarias Estadual e Municipal de Educação nem chegaram a alterar o horário das aulas, alegando não terem sido avisadas da mudança.
A Associação Comercial Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg) anunciou que irá consultar os comerciantes e, dependendo do resultado, acionará a Justiça para manter o horário convencional. Nesta quinta, o comércio abriu as portas no horário normal, ou seja, às 8h.
Proposta seis meses parada
A proposta do vereador Djalma Araújo (PT) foi aprovada pelos vereadores em 28 de abril e ficou cerca de seis meses parada na prefeitura. Como não houve manifestação, a lei foi promulgada pelo presidente da Câmara, à época, o vereador Rusembergue Barbosa (PRB).
Com a alteração do Código de Posturas, os vereadores tentaram driblar a lei federal, que instituiu o horário de verão sem ferir a Constituição. Araújo alega que a proposta foi discutida com a população, que sempre reclama da mudança no horário.
Diante das reações contrárias, o vereador informou que irá retomar as discussões com os segmentos organizados, mesmo com a lei já sancionada.
Uol

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