Em Araruama, carceragem da Polinter na mira do MP


A carceragem da Polinter de Araruama, na Região dos Lagos, pode ser o novo alvo das investigações do Ministério Público (MP), em continuidade à Operação Faraó, que investiga esquema de corrupção e facilitação para detentos. Na quarta-feira (9) chegou a 15 o número de presos na primeira ação do aparato montado pela polícia.
Foto: Osvaldo Praddo / Agência O Dia

Investigação para desmontar quadrilha durou três meses | Foto: Osvaldo Praddo / Agência O Dia
Ontem a Corregedoria Geral Unificada (CGU) não quis comentar as denúncias do MP sobre corrupção e favorecimento a presos na carceragem da Polinter de Araruama, que funciona em um prédio anexo à 118ª DP. De acordo com a assessoria da corregedoria, o caso está sob sigilo. A carceragem, administrada pela Polinter, tem cerca de 300 presos. Policiais da delegacia, que pediram para não serem identificados, comentaram que há um clima de tensão na unidade devido à proximidade com a carceragem.


POR FLÁVIO ARAÚJO

Indiciados por formação de quadrilha
Nesta quarta-feira Argemiro Garcia Correa e Antônio Carlos Ferreira se entregaram devido as investigações relativas a Polinter de Nova Friburgo. Entre os presos, Renato Soares Vieira era o delegado-chefe do Núcleo de Controle de Presos (Nucop) e apontado como líder da quadrilha. Um policial civil ainda está foragido: Luiz Cláudio Pereira. O delegado — que é acusado dos mesmos crimes em inquérito anterior do MP sobre a carceragem de Nova Iguaçu — permaneceu na chefia do Nucop mesmo sob suspeita. Segundo a Polícia Civil, Renato não foi afastado da função para “não prejudicar as investigações.

Investigação para desmontar quadrilha durou três meses | Foto: Osvaldo Praddo / Agência O Dia
Os presos de Friburgo serão indiciados por formação de quadrilha, usurpação de função pública e prevaricação.
Presos saem para cometer crimes
Presos saindo para cometer crimes, comer em restaurantes e até tratar de negócios pessoais. Essas foram algumas das descobertas feitas na operação desta terça-feira que desbaratou uma quadrilha que negociava facilidades nas carceragens da Polinter. 
Segundo informações do Ministério Público, um dos presos sob custódia da Polinter chegou a sair da carceragem para realizar um roubo a mão armada no Leblon, na Zona Sul. O criminoso teria arrecadado no assalto R$ 8 mil, em um crime conhecido como saidinha de banco. Outro preso teria chegado a sair de uma das unidades da Polinter para tratar da abertura de uma franquia em um shopping center de Niterói.
"Ele eram encarcerados como qualquer outro preso, mas, eles tinham o benefício de sair para praticar atos comuns e até aproveitar de bebida e comida fora da cadeia", afirmou o promotor Décio Alonso em entrevista ao RJTV.  

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