Em Campos, técnicos e pescadores recolhem peixes para análise


Eles querem saber quanto foi contaminado e como vão ser afetados
Representantes da colônia de pecadores de São João da Barra, no norte do Estado, vão vistoriar neste sábado (25) o local onde houve o vazamento de óleo na bacia de Campos, no litoral fluminense. Com uma oceanógrafa da Fiperj (Fundação Instituto de Pesca do Rio de Janeiro) e autoridades estaduais e municipais ligadas ao setor pesqueiro, o objetivo é analisar a área contaminada e coletar amostras para saber se os peixes capturados estão contaminados.


Cláudia Alcantara
De acordo com a oceanógrafa Francyne Vieira, os pescadores levarão equipamentos de pesca para colher amostras de peixes. A equipe vai viajar cerca de 100 km no mar para chegar à área afetada, em alto mar. 
- Queremos saber se houve algum tipo de contaminação.

Francyne explicou que, desde a última segunda-feira (21), a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca tem acompanhado o trajeto da mancha de óleo.
- Nós conversamos com pescadores de diversos municípios para saber se já foram afetados. A princípio, não há informações de que a mancha de óleo chegou nessas regiões costeiras.
Segundo o presidente da colônia de pesca de São João da Barra, Willian Pereira, durante a vistoria será possível avaliar o efeito da substância nos equipamentos de pesca.
- Por causa da profundidade naquela região somos obrigados a usar o espinhel (um tipo de rede), que desce até quase o fundo do mar e, assim, será possível ver qual a profundidade da mancha de óleo.
De acordo com o professor Ilson Silveira, do Instituto Oceanográfico da USP (Universidade de São Paulo), a mancha de óleo pode estar seguindo a corrente em direção ao sul do país. Ele confirmou que são poucas as chances de a mancha voltar para o litoral, como informou o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais) na última quarta-feira (23).

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