Jornalista relata que sofreu abusos e espancamento por oficiais


A jornalista egípcia Mona Eltahawy relatou, por meio de seu Twitter, que sofreu espancamento e abusos sexuais por parte das Forças de Segurança Central do Egito, na manhã de ontem (24), informa o site da revista Época.Com passagem por veículos como The Washington Post, The New York Times, e The Huffington Post, Mona é conhecida por sua postura crítica ao governo egípcio e atuação pelos Direitos Humanos. Em meio às novas turbulências que ocorrem no país, desta vez contra o governo transitório que assumiu o poder desde a queda do ditador Hosni Mubarak, a jornalista foi presa no Cairo e levada para o Ministério do Interior. 
Sob custódia, Mona relatou que sofreu abusos e espancamentos. As autoridades não a informaram sobre as razões pelas quais ela teria sido levada. Ficou detida por 12 horas no ministério.
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A jornalista contou sobre a violência que sofreu. "Além de baterem em mim, os 'cachorros da CSF' [Força de Segurança Central] me sujeitaram ao pior abuso sexual. Cinco ou seis me cercaram, apertaram meus seios, pegaram na minha área genital e eu perdi a conta de quantas mãos tentaram entrar nas minhas calças. Eles são cachorros e seus chefes são cachorros. F******, polícia egípcia", escreveu.
 

A jornalista disse ter sido levada pela Inteligência Militar e sofreu tortura psicológica, passando boa parte do tempo vendada. Ela foi interrogada pelas autoridades e liberada uma hora depois, com "um pedido de desculpas". "Tiraram fotos dos meus ferimentos, gravaram um depoimento sobre o ataque sexual, disseram que iam investigar e que não sabiam por que eu estava ali", contou.

Um funcionário do local emprestou-lhe um celular, do qual tuitou: "Espancada e presa no Ministério do Interior". Quando foi libertada, na manhã desta quinta-feira (24), postou a mensagem: "Estou livre". Em seguida, escreveu sobre o ocorrido. "As últimas 12 horas foram dolorosas e surreais, mas eu sei que me livrei muito mais fácil do que a maioria dos egípcios. Só Deus sabe o que teria acontecido se eu não tivesse dupla cidadania e se o que eu escrevo não aparecesse em vários veículos de imprensa".
Redação Portal IMPRENSA 

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