No Rio, marcha dos 100 mil contra perda dos royalties


Ato toma a capital fluminense em manifestação da população contra a injustiça que tira do estado seus direitos e riquezas
Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia
Universitários convocados pelo Facebook vão participar de passeata em defesa do Rio | Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia
 Chegou o dia da grande marcha para assegurar os royalties do petróleo fluminense. A população de todo o estado se mobilizou para, a partir das 15h, na Candelária, participar do ato ‘Contra a Injustiça — em Defesa do Rio’. De lá, os manifestantes seguirão em passeata pela Avenida Rio Branco em direção à Cinelândia, onde os organizadores esperam reunir mais 100 mil pessoas vindas de todas as partes do Rio. O prefeito de Macaé, Riverton Mussi, e sua vice, Marilena Garcia, já estão acampados na Cinelândia desde ontem.  “Estimamos 10 mil pessoas de nossa cidade. Estamos relembrando a briga pelos royalties de aproximadamente 30 anos atrás. Depois de termos conquistado esse direito, estão tentando tirar isso da gente”, disse Mussi.

O administrador de empresas e consultor na área de Petróleo e Gás Vitor Delphim, 26 anos, criou uma página no Facebook para chamar a atenção dos internautas para a causa e convocar todos a participar da manifestação. 

“Acho que a União tem que abrir mão de parte da receita dela e dividir com os estados não produtores. Mas são os produtores de petróleo que sofrem os impactos (ambientais gerados na produção) e devem ser preservados”, explicou o especialista. Com a divulgação de que não haveria discursos políticos, os deputados federais se dividiram entre aceitar ou não a decisão dos organizadores do evento, entre eles, o governador Sérgio Cabral. Em nome da bancada fluminense, o deputado Hugo Leal (PSC-RJ) encaminhou ofício a Cabral. A reposta deve ser dada somente hoje.

“Gostaria, em nome da bancada, ponderar a V.Exa reavaliar esta decisão”, escreveu. Leal reivindicou que, pelo menos, houvesse manifestações de representantes, um apenas de cada instituição presente no evento, como Assembleia Legislativa, Senado Federal, prefeituras e Câmara dos Deputados. A ideia, segundo ele, é “manifestar o cunho político do ato”.

Como fica a cidade hoje

- Interdição da Av. Rio Branco, no trecho entre a Avenida Presidente Vargas e a Rua Buenos Aires, assim como a pista lateral da Presidente Vargas, sentido Candelária, entre a Avenida Passos e Avenida Rio Branco, a partir das 11h.

- Ponto facultativo nas repartições públicas estaduais e da Prefeitura do Rio, a partir das 14h.

- Concentração na Candelária, a partir das 15h. Passeata sai em direção à Cinelândia às 17h.

- A partir deste horário, a Avenida Rio Branco ficará totalmente interditada até as 22h. As ruas próximas, como 1º de Março e Av. Presidente Antônio Carlos, também serão fechadas.

- Embarque gratuito no Metrô, entre 13h e 15h. O retorno sem pagar será permitido, das 20h às 22h.

- Nas barcas, a gratuidade ocorrerá das 13h às 15h, na Estação Araribóia (Niterói), onde o bilhete deve ser retirado hoje, e das 20h às 22h (Praça XV).

- Embarque gratuito nos trens das 13h às 15h, com volta das 20h às 22h. A recomendação é retirar o bilhete de ida e volta nas estações.

- No palco montado na Cinelândia, haverá shows dos cantores Lulu Santos e Mc Naldo e do grupo de pagode Sorriso Maroto.

- A mestre de cerimônias da manifestação será a atriz Cissa Guimarães.

- A atriz Fernanda Montenegro lerá um manifesto contra a tentativa do Congresso Nacionalde aprovar a nova lei de partilha, que redistribui os royalties para todos os estados brasileiros.


Reportagem de Aurélio Gimenez e Priscila Belmonte

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