Aeroviários anunciam greve para a próxima quinta-feira


Paralisação deve afetar 235 mil pessoas em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília
Dida Sampaio/31.03.2011/AE
aeroporto saguão - 700 x 450
Empregados das companhias aéreas prometem cruzar os braços na quinta-feira (22) se não houver acordo salarial
O advogado Luiz Fernando Aragão, representante dos sindicatos de aeronautas e aeroviários, notificou formalmente a ministra Maria Cristina Peduzzi, do TST (Tribunal Superior do Trabalho), que as duas categorias de trabalhadores vão realizar uma paralisação de 24 horas a partir das 23h do dia 22 de dezembro, mantendo apenas 20% do atendimento.
Na audiência já encerrada no TST com sindicatos das companhias aéreas e dos trabalhadores, não houve acordo.


Mais cedo, o negociador indicado pelo SNEA (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias) perante o TST, Odilon Junqueira, havia dito que não havia um plano alternativo para garantir a normalidade no atendimento dos passageiros das companhias aéreas no caso de ser deflagrada greve dos aeroviários (pessoal de terra) e dos aeronautas (embarcados) no próximo dia 22.
Os trabalhadores reclamam que a negociação está emperrada com as aéreas. A categoria pede reajuste de 13%, mas as companhias oferecem só 3%.
No documento enviado à Justiça, os sindicatos das duas categorias anexaram um estudo que mostra que, nos últimos cinco anos, o setor aéreo cresceu, em média, 15,37% ao ano. Já os trabalhadores, segundo o estudo, receberam aumento real de 7,79% no período.
A paralisação deverá provocar filas e abarrotar os saguões dos aeroportos brasileiros, sobretudo nos mais movimentados, como os de Guarulhos e Congonhas, em São Paulo; Santos Dumont e Galeão, no Rio de Janeiro; e o de Brasília.
Juntos, esses aeroportos receberam 70,5 milhões de pessoas entre janeiro e outubro deste ano, segundo a Infraero (estatal que administra a maioria dos aeroportos brasileiros). Isso dá uma média de 7 milhões de pessoas por mês ou 235 mil pessoas por dia.
Apesar da ameaça de paralisação, a greve pode ficar só no papel, já que as empresas podem procurá-los para uma nova reunião na próxima semana e, assim, evitar a pausa às vésperas do Natal – uma das datas mais em que o movimento nos terminais mais cresce. 

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