Conheça as 5 estradas mais perigosas do Rio; polícia dá dicas de segurança


BRs registram 14.548 acidentes, 85 batidas a mais por mês que em 2010
Gabriela Pacheco
Felipe Dana / Agência Estado / 6.11.2008acidente de carro - BR 101 - 6.11.2008

Batida entre van de passageiros e caminhão-pipa deixou seis mortos e cinco feridos na BR-101; a rodovia é uma das mais perigosas do Estado
Às vésperas do verão e das festa de fim de ano, o maior fluxo de carros nas estradas aumenta as chances de acidentes. Para orientar o motorista que vai viajar, o R7 preparou um levantamento das estradas mais perigosas do Estado do Rio de Janeiro e um serviço com dicas de como agir em em caso de batidas nas rodovias. As vias que levam à região dos Lagos e ao norte fluminense foram apontadas pela polícia rodoviária como as "campeãs" em acidentes.


Segundo o BPRv (Batalhão de Polícia Rodoviária), quem vai para a região dos Lagos deve ficar atento especialmente a duas estradas: a RJ 104, conhecida como rodovia Niterói-Manilha, na região metropolitana do Rio, uma das principais rotas para o motorista que segue da capital para outras praias do Estado; e a RJ 124, chamada de Vialagos, que percorre a região dos Lagos. As duas rodovias registraram, juntas, 24 mortes de janeiro a outubro passado.
Nos primeiros dez meses do ano, a Niterói-Manilha somou oito mortes, 340 feridos e 944 acidentes. No mesmo período, ocorreram 16 mortes, 160 feridos e 255 acidentes na Vialagos.
 
Segundo o BPRv, outra estrada que merece bastante cuidado é a RJ 106, que liga São Gonçalo, na região metropolitana, à BR 101, na altura de Macaé, no norte fluminense. Com 24 mortes, a via teve o maior número de acidentes com vítimas fatais de janeiro a outubro em uma rodovia estadual.
 
A PRF (Polícia Rodoviária Federal) também apontou uma estrada do norte fluminense considerada perigosa devido ao número de acidentes, atropelamentos e mortes: a BR 101, em especial o trecho do km 470 a 485, em Campos dos Goytacazes.

Nessa rodovia, o trecho do km 296 ao 323, de São Gonçalo a Niterói, na região metropolitana do Rio, também é perigoso. Perto da capital, a BR 040 também requer maior atenção dos motoristas, principalmente, do km 105 ao 123, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
 
Nos primeiros dez meses do ano, ocorreram 14.548 acidentes nas nove estradas federais no Estado do Rio, ou seja, 85 batidas a mais por mês do que em 2010. A PRF registrou no período 442 mortes, média de 44 vítimas fatais por mês.

Falta de atenção mata 68
A PRF alerta que a maioria dos acidentes em estradas federais ocorre durante o dia e em retas. Segundo a corporação, a principal causa dos acidentes é a falta de atenção (21% neste ano). Esse fator provocou a maior quantidade de desastres com mortos (68).
Em seguida, surgem como causas não manter distância suficiente do veiculo da frente, alta velocidade, consumo de álcool e drogas e ultrapassagem indevida.
A PRF alerta que, ao volante, os motoristas estão vulneráveis a fatores psicológicos e, por isso, não devem usar a direção como "válvula de escape". Alta ansiedade também é prejudicial porque atrapalha a concentração.
Em época de festas de fim de ano, não trafegue pelo acostamento para driblar congestionamentos.
Saiba como agir em caso de acidentes
Os momentos imediatamente posteriores a um acidente podem ser a diferença entre a vida e a morte das vítimas. De acordo com o socorrista e gerente da operações de resgate da Concer (concessionária responsável pelo trecho da BR 040 que liga o Rio a Juiz de Fora), João Carlos Silva, o início do salvamento começa com boa informação. 
A primeira coisa a se fazer é sinalizar o local do acidente para evitar que outro aconteça e agrave ainda mais a situação.
Depois, caso esteja em condições, deve-se procurar acalmar o ferido para verificar o estado dele, se está consciente, se consegue mexer o corpo, se está com sangramento. 
- Quanto mais informação melhor. A equipe do resgate estará preparada. Por exemplo, saberemos se devemos enviar material para uma UTI móvel na ambulância. 
Até a chegada dos socorristas, é preciso cuidados: a vítima não deve fazer movimentos bruscos e quem estiver ajudando não deve mexer no ferimento sem luva para evitar contágio de doenças, como a Aids. Às vezes, a pessoa não está ferida por fora, mas pode apresentar lesões não visíveis.
Com 13 anos de experiência, Silva diz que ainda se choca com a imprudência dos motoristas que colocam não apenas a vida deles em risco, mas também a dos outros.
 
- A imprudência e alta velocidade provocam acidentes que poderiam ser evitados. O que mais me marca são casos em que crianças e famílias morrem, porque outros motoristas não estavam em condições de dirigir.

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