Depois de ouvir 15 pessoas, Polícia Federal afirma que vazamento de óleo foi falha humana


Óleo continua gotejando 28 dias depois de vazamento ter sido identificado
barco limpando
Cerca de 500 l de óleo continuam vazando na bacia de Campos
O delegado da Polícia Federal Fábio Scliar vai ouvir mais dez pessoas até a próxima sexta-feira (9) sobre o vazamento de óleo na bacia de Campos, no litoral norte do Estado do Rio. Após ouvir o depoimento de outras 15 pessoas envolvidas no caso, ele concluiu que o vazamento foi causado por “falha humana”. A Chevron não se manifestou sobre o assunto.
O responsável pela Delegacia Federal do Meio Ambiente e Patrimônio Histórico disse que mais pessoas podem ser convocadas para esclarecer o acidente no campo de Frade.
– Conforme vamos ouvindo as pessoas, novas fontes vão surgindo para auxiliar nas investigações.


A direção da petroleira Chevron e os funcionários responsáveis pelo vazamento podem ser condenados a até quatro anos de prisão por crime de poluição ambiental.
A ANP (Agência Nacional do Petróleo) informou que a empresa já está proibida de fazer o trabalho de perfuração, mas continua como operadora no Campo de Frade.
Óleo continua vazando
O óleo continua saindo em pequenas gotas na bacia de Campos, 28 dias após a identificação do vazamento. A petroleira Chevron concluiu na última sexta-feira (2) a segunda etapa do processo para vedar a rachadura no fundo do mar.
Durante o final de semana foram realizados testes para verificar o sucesso da etapa e definir quando começa a fase seguinte. Ao todo são cinco procedimentos até a vedação completa da rachadura. A primeira fase começou no dia 13. A dificuldade para concluir a selagem do vazamento se deve à profundidade da área afetada, que está a 1.200 m.
Até o final da manhã desta segunda-feira (5) a empresa não soube informar o resultado dos testes nem precisar quanto de óleo estava vazando. De acordo com o supervisor de meio ambiente da Chevron, Luiz Pimenta, na última quarta-feira (30), o gotejamento era equivalente a três barris por dia, cerca de 500 l, e não há previsão de quando ele seria totalmente controlado. A informação foi divulgada durante uma audiência na Câmara dos Deputados em Brasília.

Comentários