Em Campos, PF indicia Chevron, Transocean e mais 17 pessoas por vazamento de óleo


Todos devem responder por crimes ambientais
Divulgação / SEA



vazamentoMais de um mês depois, vazamento de óleo ainda não foi totalmente contido
























A Polícia Federal indiciou ontem  (21) 17 pessoas e as empresas Chevron e Transocean por crime ambiental pelo vazamento de óleo no campo de Frade, na Bacia de Campos, em novembro.
O presidente da Chevron do Brasil, George Buck, e o diretor-geral da Transocean, Guilherme Coelho, estão entre os indiciados, que vão responder por crime ambiental.
Segundo o delegado Fábio Scliar, que liderou as investigações, a empresa "agiu com pouca transparência com as autoridades brasileiras".


Eles foram enquadrados em três artigos da Lei Ambiental. Scliar explica que os indiciados vão responder por causar poluição, por lançar óleo em desconformidade com a legislação, por manter uma atividade de potencial poluidor em desacordo com as leis vigentes e por sonegar informações após o acidente.
As penas para os crimes variam de seis meses até cinco anos de prisão.
Em nota, a Chevron Brasil negou as acusações da PF e disse que agiu de forma "apropriada e responsável ao incidente". Leia a íntegra do texto.
"A Chevron Brasil acaba de ser informada que a Polícia Federal recomendou o indiciamento de seus empregados, o que acreditamos não ter mérito. Iremos defender vigorosamente a Companhia e seus empregados. A Chevron está confiante de que, uma vez que os fatos forem totalmente examinados, eles irão demonstrar que a Chevron respondeu de forma apropriada e responsável ao incidente". 
O R7 tentou entrar em contato com a Transocean, mas não teve sucesso até a publicação dessa reportagem.
No último dia 15, a Chevron informou ter começado a terceira etapa do processo de cimentação da rachadura por onde sai o óleo há mais de um mês. Ao todo, são cinco etapas até que o local seja totalmente selado.

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