Governo reduz imposto de produtos como fogão e geladeiras


Com a redução do IPI, os preços dos eletrodomésticos devem ficar entre 3% e 5% mais baratos para o consumidor.
O governo anunciou um corte nos impostos. Vários produtos estão mais baratos, inclusive a geladeira. Funciona quase como uma promoção de fim de ano. É por tempo limitado, mas é um pacote de bondades.
Para quem não exagerar, é isso mesmo: um presente de Natal antecipado. As medidas beneficiam vários setores. O governo espera que com elas, mais a redução de juros, o Brasil volte a crescer num ritmo mais acelerado nos próximos meses. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, falou até num crescimento de 4,5% a 5%.


O Natal se aproxima e, para muita gente, essa é a hora de realizar aquele sonho de consumo. “Eu aproveito o final do ano. O 13º salário já ajuda um pouco”, comenta a aposentada Nilde Espírito Santo. A dona de casa Eliete Batista escolheu um fogão de seis bocas. “É presente de Natal”, diz.
O presente pode ficar um pouco mais barato. O imposto de fogões e tanquinhos foi zerado até março do ano que vem. O IPI de geladeiras e congeladores caiu de 15% para 5% e de 20% para 10% no caso de máquinas de lavar roupas.
Com a redução do IPI, os preços dos eletrodomésticos devem ficar entre 3% e 5% mais baratos para o consumidor. A estimativa é da Federação do Comércio de São Paulo. Um fogão que custa R$ 600 pode baixar para R$ 576, uma redução de 4%, ou seja, R$ 24. “Qualquer desconto é bom e bem-vindo”, comemora o aposentado Francisco Batista.
Algumas redes não esperaram e anunciaram na quinta-feira (1º) a queda nos preços nas lojas e nos sites de compras. O pacote anunciado pelo governo já vale para os produtos em estoque e inclui outras medidas.
Pegar empréstimo deve ficar um pouco mais barato. O IOF caiu de 3% para 2,5%. A cobrança de PIS e COFINS sobre farinha de trigo, pãozinho e massas está suspensa. Quem comprar imóvel de até R$ 85 mil no programa Minha Casa Minha Vida poderá se beneficiar do regime especial de tributação, com alíquota de 1%.
O governo vai deixar de arrecadar R$ 2,6 bilhões ao ano. O esforço é para evitar que a crise internacional contamine a economia brasileira. “Nós temos o emprego. A situação familiar é sólida para o brasileiro. Portanto, ele pode continuar consumindo. Aliás, ele deve continuar consumindo porque, se você parar de consumir, aí o mercado brasileiro vai diminuir, as empresas vão investir menos e vão contratar menos trabalhadores”, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
José Matias Pereira, professor de finanças públicas da Universidade de Brasília (UnB), avalia que as medidas são positivas, mas faz um alerta: “É importante consumir, mas com cautela e com responsabilidade. Não se endivide além dos seus limites, porque você no futuro vai ter de pagar essa conta”.
O governo quer ainda incentivar as exportações. Para isso, vai devolver 3% sobre o valor de venda no exterior de 8,5 mil produtos manufaturados. Na semana que vem, o IBGE divulga os números do desempenho da economia no terceiro trimestre. É o PIB, que deve ser bem próximo de zero.

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