Japão acha radiação em leite em pó para crianças


Nove meses após o desastre nuclear na usina de Fukushima, uma marca de leite em pó para crianças foi tirada do mercado do Japão por conter césio radioativo.
A empresa Meiji retirou de circulação 400 mil latas do produto, que só é vendido no Japão, e afirmou que não sabe como a contaminação aconteceu --embora suspeite que o acidente esteja relacionado com o desastre nuclear.


Não é a primeira vez que esse tipo de contaminação acontece. Desde o vazamento radioativo de 11 de março autoridades japonesas já constataram contaminação em produtos como carne bovina, peixes e hortaliças.
A Meiji afirmou ter realizado testes no leite em pó que revelaram um índice de contaminação de 30,8 becquerels.
Segundo o professor de engenharia nuclear Aquilino Senra Martinez, da Coppe-UFRJ, o becquerel é uma unidade que mede a quantidade de radiação de um determinado material. Porém, só estudos mais específicos usando outra unidade de medida quantificam o efeito nocivo dessa radiação ao corpo humano.
O índice encontrado no leite está dentro do limite de 200 becquerels por quilo de leite em pó admitido como parâmetro pelo Ministério da Saúde japonês.
"Isso significa que mesmo que uma pessoa tome uma quantidade acima do normal desse leite não terá dano celular, ou seja, desenvolver câncer ou alguma degeneração orgânica", disse Martinez.
Após o acidente de Fukushima, o Brasil não adotou um limite específico de tolerância para a presença de radiação em leite. Porém, o país usa como padrão o limite internacional de contaminação por césio de 1.000 becquerels por quilo de qualquer produto importados.
Segundo o governo brasileiro, não houve nenhuma importação de leite em pó do Japão desde o acidente nuclear.
O grupo Meiji afirmou que retirou os produtos de circulação apenas por precaução, porém isso não impediu uma queda de 10% de suas ações.
COM AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

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