Ministério da Saúde desaprova inseticida contra mosquito da dengue


Prefeitura de Foz do Iguaçu (PR) distribuiu inseticida para a população. 
Segundo Fiocruz, veneno não mata o mosquito.

A distribuição de sprays inseticidas para matar o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, não é eficiente no combate a doença. A informação é do Ministério da Saúde que contestou a medida adotada pela prefeitura de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná.
“A estratégia do município de Foz de Iguaçu de distribuição de inseticidas para a
população é desprovida de qualquer evidência científica de que funcione para evitar surtos de dengue, não sendo, portanto, recomendada pelo Ministério da Saúde”, diz parte da nota técnica divulgada pelo órgão.

Ainda de acordo com a nota, o uso inadequado e indiscriminado de inseticidas pode interferir na eficácia dos programas de controle da doença, uma vez que o produto pode ajudar o mosquito a desenvolver resistência ao veneno.
Com pronunciamentos nos veículos de comunicação, o prefeito de Foz do Iguaçu, Paulo Mac Donald, convocou toda a população da cidade a utilizar um spray, cedido pela prefeitura, no dia 28 de novembro, às 21h. A campanha incentivava também ações e cuidados para eliminar reservatórios de qualquer tamanho em que haja água parada, e assim, eliminar focos do mosquito.


Em entrevista ao Bom Dia Paraná, nesta sexta-feira (9), Mac Donald, questionou o posicionamento do Ministério da Saúde, embasado em pesquisas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). “ Pergunta para a população de Foz o resultado dos inseticidas”, sugeriu o prefeito.
Segundo ele, a medida é eficiente e não cria resistência. Paulo Mac Donal afirmou que o mecanismo que deixa o mosquito imune ao veneno é o fumaceiro porque a dose não é mortífera. O prefeito destacou que a campanha orientou a população a aplicar o inseticida em locais específicos e em doses suficientes para matar o Aedes aegypti. “Quero discutir esse sistema da resistência”, pontuou Mac Donald.
O prefeito disse também que as outras medidas recomendadas pelo Ministério a Saúde continuarão sendo aplicadas na cidade.

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