No Rio, aeroviários entram em greve nos aeroportos


Pilotos e comissários aceitaram proposta de aumento de 6,5%
Marcelo Regua / Agência O Dia
santosdumont
Movimento foi grande no Aeroporto Santos Dummont, no centro do Rio
Mesmo sem o apoio dos aeronautas (pilotos e comissários), o Sindicato Nacional dos Aeroviários (que representa os funcionários que trabalham em terra) manteve a paralisação de 24h nos aeroportos do Rio prevista para começar a partir das 18h de quinta-feira (22).
Já os aeronautas resolveram aceitar a proposta de reajuste de 6,5% e 10% nos pisos salariais, informou o Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias).


No Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, na Ilha do Governador, cerca de 150 trabalhadores fizeram uma manifestação no saguão do terminal.

Até as 22h, havia 26 voos atrasados no Galeão, cerca de 15% do total de 174 partidas previstas para a tarde e a noite desta quinta-feira, segundo o último balanço disponível no site da Infraero, empresa que administra os aeroportos do país. Cinco voos foram cancelados.

Infraero diz que atrasos são normais

No entanto, para a Infraero, os atrasos estão dentro do previsto para essa época do ano, quando o movimento de passageiros aumenta por conta do período de festas.

A paralisação no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, provocou um efeito cascata no Santos Dummont, no centro do Rio. Até as 22 h, 32 voos estavam atrasados, o que representa 19% do total de partidas previstas. Foram cancelados 28 voos, segundo a Infraero. 

A presidenta do Sindicato Nacional dos Aeroviários, Selma Balbino, disse que a categoria considerou insuficiente o reajuste salarial de 6,5%.

- O que significa isso no salário do peão? Quando tivermos o piso de operador em R$ 1.200, a gente senta para conversar.

Segundo Balbino, o piso para operador de transporte subiria para R$ 1 mil.

A previsão é que a paralisação dure até as 6h de sexta-feira (23). Ainda não se sabe, no entanto, quantos trabalhadores aderiram à paralisação e se o sindicato vai obedecer à decisão da Justiça do Trabalho, que determinou que 80% dos aeronautas e aeroviários comparecem a seus postos de trabalho.

A decisão da Justiça Trabalhista atendeu, em parte, ao pedido do Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias), que pediu que houvesse um percentual mínimo de 90% de trabalhadores ativos durante a greve.

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