Procurador-geral da República reforça o coro pelo afastamento de Lupi


O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, reforçou o coro pelo afastamento de Carlos Lupi do Ministério do Trabalho, na quinta-feira (1º). O magistrado afirmou considerar de “grande relevância” a recomendação da Comissão de Ética do Palácio do Planalto para que a presidente Dilma Rousseff demita o político pedetista. “Eu tomo na mais alta conta essa deliberação, mas claro que é no plano ético. A comissão não avança sobre outros aspectos, mas, no plano ético, o que mais se afirmou é a inconveniência da permanência dele”, disse Gurgel.
Ele também elogiou o trabalho da comissão. “A manifestação da Comissão de Ética é extremamente relevante, seja pela qualidade dos seus componentes, pela isenção e pela prudência com que ela sempre tem atuado. É uma decisão sem dúvida alguma de grande relevância e que caberá à presidente da República examinar”, observou o procurador.

Roberto Gurgel alertou que a denúncia do jornal Folha de S. Paulo de que Lupi teria acumulado vencimentos como funcionário da Câmara dos Deputados e da Assembleia Legislativa fluminense entre 2000 e 2005 configura, em tese, crime de peculato.“A pessoa que ocupa um determinado cargo recebe a remuneração e não presta os serviços, isso é uma das formas de peculato. A mera acumulação (de cargos) pode configurar até improbidade. Agora, o que é mais relevante no ponto de vista penal é se houve a percepção de remuneração sem a prestação do serviço”, afirmou Gurgel.

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