‘Senhor do dinheiro’ livre: Em Cabo Frio, policiais da corregedoria vasculharam imóvel de Luiz Pacheco Drumond, o Luizinho, patrono da Imperatriz Leopoldinense.

Justiça concede habeas corpus a Helinho, suposto dono dos R$ 3,9 milhões achados em casa
Um dos chefões do jogo do bicho no Estado do Rio, segundo a polícia, Hélio de Oliveira, o Helinho da Grande Rio, investigado como provável dono dos R$ 3,9 milhões apreendidos em mansão na Barra, obteve vitória na Justiça na noite de terça-feira. O desembargador Sidney Rosa da Silva deu parecer favorável ao pedido de habeas corpus solicitado pela defesa do contraventor. Helinho foi denunciado e alvo da Operação Dedo de Deus, que prendeu 45 pessoas. Ele não havia sido capturado.
O dinheiro estava escondido em paredes falsas, vasos sanitários e até na rede de esgoto da mansão em nome do empresário Adilson Coutinho de Oliveira, tio de Helinho. Ele poderá ser indiciado por crimes como corrupção passiva e formação de quadrilha, informou ontem o corregedor da Polícia Civil, delegado Gilson Emiliano.
 
Dinheiro apreendido foi levado para chefia da Polícia Civil | Foto: Severino Silva/ O Dia
Ontem, na Região dos Lagos, policiais da corregedoria vasculharam imóvel em Cabo Frio de outro foragido, Luiz Pacheco Drumond, o Luizinho, patrono da Imperatriz Leopoldinense. Houve apreensão de documentos e notas fiscais — uma delas de R$ 28.181, referente ao motor de uma lancha. Domingo, O DIA revelou que 15 escrituras de imóveis e terrenos foram apreendidas no escritório de Luizinho, em Bonsucesso, na Zona Norte. A análise preliminar de seu patrimônio é de R$ 50 milhões.
Das 120 cestas de Natal que recebeu da Justiça, provenientes do bicho, a Prefeitura destinará parte para famílias de internados compulsoriamente por uso de crack, e outra para jovens recém-saídos de centros de reinserção social.


Fortuna pode financiar presídios
Os R$ 3,9 milhões apreendidos na casa do tio do bicheiro Helinho da Grande Rio estão sob depósito judicial. Caso, ao fim do processo, não seja comprovada a origem lícita, o dinheiro vai para o Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), do Ministério da Justiça, que financia o sistema penitenciário no País. Em 2010, houve o empenho total de R$ 45.709.682. Desses, R$ 268.920 foram repassados para o Rio. 
 Foto: Severino Silva / Agência O Dia
Civil encontrou dinheiro na casa de tio de Helinho | Foto: Severino Silva / Agência O Dia
Reportagem de Adriana Cruz e João Paulo Gondim

 

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