Frase do dia

“O amor é tudo”
(Jesus Cristo)







sábado, 12 de março de 2011

Terremoto no Japão

Polícia calcula em cerca de 900 os mortos em terremoto e tsunami

O número de mortos do terremoto e tsunami devastadores que arrasaram a costa leste da ilha de Honshu (norte) se aproxima de 900, informou a polícia este domingo (hora local).
O porta-voz do governo, Yukio Edano, havia declarado mais cedo que "mais de mil pessoas podem ter perdido a vida".
O terremoto, de margnitude 8,9, o mais forte registrado no Japão, se seguiu de um tsunami com ondas que chegaram a mais de 10 metros, submergindo cidades inteiras e destruindo totalmente ou parcialmente mais de 12.250 residências e construções.
A polícia nacional informou, em um comunicado divulgado quase dois dias depois da catástrofe, as mortes confirmadas de 688 pessoas, às quais se somam "pelo menos os 200 a 300 corpos confirmados pela polícia de Sendai".
Sendai é a capital da província de Miyagi, que foi engolida por uma onda de 10 metros de altura. As autoridades locais declararam ter encontrado entre 200 e 300 corpos em uma praia da cidade.
A polícia nacional acrescentou ao balanço 642 pessoas desaparecidas na catástrofe que deixou 1.570 feridos.
Outros 300 a 400 corpos encontrados pelo exército no porto de Rikuzentakata (nordeste) não figuram ainda no comunicado oficial da polícia.


Aumenta para 100 mil número de militares para ajudar vítimas do tremor
O Governo do Japão duplicará para cem mil o número de militares desdobrados nas zonas devastadas pelo terremoto de 8,9 graus de magnitude na escala aberta de Richter que na sexta-feira sacudiu o nordeste do país, informa a agência "Kyodo".
Cinquenta mil soldados adicionais serão enviados nas próximas horas para ajudar nos trabalhos de resgate em uma ampla faixa do litoral oriental, golpeada pelo forte terremoto e o devastador tsunami da sexta-feira, que arrastou tudo em seu caminho.
Na operação também participam 25 navios da Marinha, que procuram os desaparecidos em alto-mar.

Outro reator da usina de Fukushima apresenta problemas de refrigeração
 Outro reator da usina nuclear de Fukushima (nordeste do Japão) apresentou neste domingo (horário local) problemas em seu sistema de refrigeração, depois que no sábado foi registrada uma explosão nessa central, informa a agência local "Kyodo".
Cerca de cem mil pessoas foram evacuadas nas imediações dessa usina nuclear após o terremoto de 8,9 graus na escala Richter e o posterior tsunami da sexta-feira, que causou pelo menos 687 mortos e deixou 650 desaparecidos em toda a costa leste do Japão.
O ministro porta-voz do Governo, Yukio Edano, disse que os responsáveis da central estão tentando esfriar o reator número três da usina 1 de Fukushima e que vai liberar vapor radioativo de forma controlada.
Segundo a agência "Kyodo", cerca de 15 pessoas foram expostas a radiatividade na área de Fukushima e se investiga se o mesmo ocorreu com outros nove ocupantes de um ônibus que fugiam da região.
A central de Fukushima, a cerca de 270 quilômetros de Tóquio, tem seis reatores nucleares, que registraram problemas em seu mecanismo de refrigeração por causa da paralisação criada pelo terremoto da sexta-feira.

Engano

Ministra divulga post no Twitter com críticas a Lula e Sarney
A ministra-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Helena Chagas, retuitou em seu perfil no Twitter críticas a alguns políticos, inclusive ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). No entanto, a representante da Secom diz que não sabia do post e que deve ter retuitado a mensagem por engano, ao usar seu telefone celular.

"Ganhar menos que esta raça devoradora,políticos,como sarney,mubarak,kadaf,buch,dula,dirceu,genuino,me envergonham,que nojo.xau, dizia o post de Lourival Bonetti (@Bonettinterado) e retuitado no perfil de Helena, que além de ocupar o cargo no executivo federal é jornalista.
“Ainda bem que alguém viu e me chamou a atenção. Podia passar para a posteridade xingando pessoas de quem gosto muito...”, escreveu a ministra, ao se dar conta da mensagem.
As informações são da Folha.com

Esportes

Vice-presidente do Flu é demitido e Muricy fica sem ambiente
O presidente do Fluminense, Peter Siemsen, convocou uma coletiva na tarde deste sábado surpreendendo os jornalistas que faziam a cobertura do clube. Porém, o teor da entrevista já era esperado e foi anunciada a demissão do vice-presidente de futebol Alcides Antunes. A saída do dirigente era dada como certa, mas deverá gerar uma divisão política ainda maior no clube. Isso porque Alcides é homem de confiança de Celso Barros, presidente da Unimed, principal patrocinadora do Tricolor.
 Além disso, com a demissão de Alcides, a situação do técnico Muricy Ramalho começa a ficar complicada nas Laranjeiras e sua saída passa a ser uma questão de tempo. Isto porque o treinador sempre foi um defensor do trabalho do dirigente, dizendo que era tranquilo trabalhar no clube porque só tinha que se "reportar a uma só pessoa".
Para piorar ainda mais a situação de Muricy, um novo modelo de gestão foi criado no departamento de futebol, que será administrado diretamente por Peter. Como o cargo de vice-presidente de futebol faz parte do estatuto e não pode ser excluído, um nome sem muita expressão e nenhuma ingerência será anunciado nos próximos dias. O próprio presidente deu a entender que se trata mesmo de uma intervenção.
"Temos um Fla-Flu amanhã e a Copa Libertadores pela frente. Era o momento de antecipar as mudanças políticas no clube por conta das crises que vinham sendo colocadas na imprensa e que citavam o meu nome. Portanto, é o momento de participar mais do futebol do clube. A partir de agora, está modificada a gestão neste departamento", disse Peter.

Japão: satélite mostra área destruída

Imagens de satélite mostram região da cidade de Sendai antes e depois do mais forte
terremoto já registrado no país. Arraste o cursor e compare como era e como ficou

sexta-feira, 11 de março de 2011

Entrevista com Roldenyr Cravo

Delegado arregaça as mangas e afirma que vai realizar uma prisão por semana
“ A vagabundagem vai "colocar as barbas de molho"”

Reportagem: Telma Flora
À frente da Delegacia de Cabo Frio (126ª DP) desde o dia 15 fevereiro, o delegado Roldenyr Cravo, de 49 anos, descendente de uma mistura de italiano, por parte de pai e afro-luso-brasileira,
de mãe, nasceu em Juiz de Fora, Minas Gerais.
Esse sagitariano, segundo ele, no melhor exemplo do mitológico centauro Quíron: força, sabedoria, determinação, sensibilidade, paixão, coragem e alegria, é formado em Direito e pós-graduado em criminologia, com especializações na área policial e jurídica.
- Sou delegado de polícia por vocação, porque sempre odiei covardia e maldade, dispara Roldenyr que também trabalha como gestor de segurança pública.
Após trabalhar 11 anos como escrivão de polícia (concurso publico em 1983), Roldenyr decidiu que
estava maduro pra avançar nessa direção.
- Fui nomeado em 1994, após prestar um concurso que iniciou em 1991 e se arrastou finalizando em
1993, portanto, tenho 17 anos de delegado, além dos 11, como escrivão.
Sua primeira lotação foi em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, como adjunto. Como titular fez a
opção de ficar no interior para estar mais próximo dos três filhos, que ele identifica como dois “heróis”
de 13 anos e uma “tsunami” de 21.
Modesto em suas colocações, Dr. Roldenyr já titularizou as delegacias de Sapucaia, Paraíba do Sul,
São José do Vale do Rio Preto, Paraíba do Sul (de novo), Valença, Piraí e agora Cabo Frio,
acumulando prêmios e títulos ao longo dessa trajetória, como a ‘Medalha Fidelidade’, concedida  aos
delegados que mantém uma estabilidade de perfil durante determinado período de tempo.
- Alguns elogios escritos dos chefes de polícia, alguns títulos de cidadão honorário. Nada muito relevante.
Mas, quando se trata de falar de sua carreira, o delegado é taxativo.
- Minha carreira sempre foi pautada na dedicação, na legalidade, na transparência, na integração,
na superação, no empreendedorismo, na interação social, no respeito ao cidadão, e muito, mas
muito profissionalismo.
O delegado recebeu a reportagem da Visão La Flora em seu gabinete, quando falou sobre a difícil
tarefa de comandar uma delegacia. Ao ser questionado se alguma vez se sentiu ‘encurralado’,
sem saber o que fazer, ele rebateu demonstrando ser uma pessoa de muita fé e temente a Deus.
- Já passei por algumas boas situações difíceis, pessoalmente envolvido ou por responsabilidade
profissional. Mas em todas elas O Senhor Deus me estendeu Sua Mão Misericordiosa e me livrou
de todas. Se pudesse resumir numa frase, seria o texto da Bíblia de Filipenses, capítulo 4,
versículos 11 a 13.

O senhor teve alguma experiência bizarra?
-
Bizarro, quando fui escrivão em Itaipava, foi ter atendido Antonio Carlos Jobim, e
quando o homem me perguntou se eu o conhecia, disse que não, e ainda fiquei achando que
era um "bebum" de fim de plantão... rs.

Alguma vez foi agredido ou ameaçado por algum detendo?
- Quando investigava uma quadrilha de roubo de residência, foram atrás de mim no
local próximo de onde eu moro. Tive que pegar mulher e a filha, e me esconder em casa de
parentes, até que consegui prender todo mundo. De outra vez, ameaçaram seqüestrar minha
filha. De outra vez prendi pessoalmente em flagrante um ladrão de carros. Na ocasião tive
que atirar nele. Ele sobreviveu, foi condenado, mas saiu. Depois ficou mandando recadinho
 pra eu me cuidar que agora era a vez dele. E foi mesmo, porque eu o achei primeiro... rs.

Qual foi o crime de maior repercussão que o senhor já trabalhou?
- Roubo e cárcere privado na fazenda do Dr. Ricardo Teixeira, presidente
da CBF.

Faça um balanço do seu trabalho desde que assumiu a Delegacia de Cabo Frio?
-
Esse trabalho ainda esta sendo feito. Mas, parcialmente temos um porta-retrato do que
é a 126ª hoje: condições humanas e materiais absolutamente ruins. Em contra partida recebi
toda atenção e carinho do atual prefeito e sua equipe que já vão arregaçar as mangas pra virar
essa pagina triste.
Como andam os inquéritos?  Paralisados ou em investigação?
-
Estão sendo administrados agora com critério, inteligência e profissionalismo. Com
a parceria do Ministério Público, vamos eliminar aqueles casos que não há mais o que ser
feito pelo tempo transcorrido (e a lei diz quanto tempo), ao mesmo tempo em que vamos
dinamizar os atuais registros para que se transformem em resposta rápida. Vamos ainda
agilizar casos chamados de "repercussão". Para isso fizemos uma redistribuição de
funcionários e otimizamos o trabalho com ações práticas e eficientes.

Fale sobre o aumento do índice de crimes na região
- Posso assegurar que os índices de crimes são em grande maioria fenômenos sazonais, com
picos em fevereiro, e outubro. Já estamos desenhando uma estratégia para solucionar isso.

Como é o trabalho da Polícia Civil junto com a Polícia Militar e a Polícia Federal?
-
Integração total, principalmente com a PM e a GM que estão mais próximas no
dia-a-dia.

As diligências são feitas em parcerias?
- Sempre que possível. Por exemplo, já ressuscitamos a operação duas rodas, que tem a
participação necessária dessas instituições.

Quais as maiores dificuldades que o senhor já está enfrentando na 126ª DP?
-
Não enfrento mais, porque todas elas já tiveram seu encaminhamento, expressivamente com o
prefeito Marquinho que "abraçou" nossas sugestões e "bateu o martelo" para o fim das deficiências,
que sempre foram de conhecimento público.

Há carência de policiais?
- Tivemos que contribuir expressivamente para a criação da 132ª DP de Arraial do Cabo, mas a
chefia de Polícia Civil estará tomando as providencias para regularizar o efetivo. Ainda assim,
não é nada que "engesse" a unidade. Nada que não possamos administrar.

Há possibilidade de novos concursos para suprir essas dificuldades?
- Sempre há. Penso que a mídia poderia dar uma contribuição expressiva neste ponto, fazendo
divulgações massivas dos concursos a fim de incentivar os vocacionados desta região, que, ao final
terão prioridade para serem lotados aqui.

A repressão aos criminosos na capital faz com que migrem para o interior?
-
Até a presente data não temos qualquer informação oficial nesse sentido.

Alguns crimes em Cabo Frio nunca foram solucionados...
- Isso depende muito de uma análise de cada caso, aliado ainda ao conhecimento do momento
histórico-técnico-administrativo da ocasião em que ocorreram.

Na sua visão, qual o perfil do município?
- O mais recente pacote de analise criminal da 126ª DP, que me foi gentilmente enviado
Pelo Instituto de Segurança Pública, órgão da secretaria de segurança do Estado, revela
que a sazonalidade provocada por certos eventos culturais é o acionador do "gatilho" que
dispara o pico de criminalidade nessa região, em especial Cabo Frio. Minha intenção é
estabelecer uma nova proposta de estratégia de controle social, a partir de uma atuação
conjunto-integrada entre os operadores prestadores de justiça e segurança pública. Existe
um órgão já instituído em Cabo Frio chamado GGIM (Gabinete de Gestão Integrada
Municipal) que é o fórum perfeito para isso.

O senhor é a favor da unificação das Policias Militar e Civil. Por quê?
- Há um equívoco histórico onde bipartiram as instituições policiais de acordo com os
momentos em que se presta a segurança pública: prevenção/repressão. Na verdade, são duas
faces de uma mesma moeda, de um mesmo bastão. Por isso sou a favor que se tenha um único
órgão de policia estadual para cuidarem dessas atividades, e também um órgão de policia
municipal, para se ocuparem dos chamados delitos de pequeno potencial ofensivo, com foco
na mediação e policiamento comunitário. Alias essa é à base do plano nacional de segurança
pública elaborado sob o governo Lula.

Qual a vantagem e a desvantagem em ser delegado de uma cidade pequena?
- Interagir, conhecer e observar melhor. Não vejo desvantagens, porque atualmente a Chefia
de Polícia possui critérios diferenciados de avaliação das autoridades policiais nessas
situações distintas.


Um bate-bola com o delegado:
Deus: Tudo.
Família: A base do que eu sou hoje e do que meus filhos serão.
Religião: Creio em Deus, Oni-Poderoso, como Criador do mundo e Pai, e em Jesus Cristo,
Senhor e Suficiente Salvador das nossas Vidas (pelo menos da minha, rs.)
Time: Morning
Hobby: Tudo que me dá prazer
Animais: Cavalo, águia, cachorro
Esportes: Musculação e natação (to meio afastado do Hapikido por falta de opção)
Alimentação: seis refeições/dia
Prato preferido: Pavê de banana com cobertura de coco (só fim de semana)
Escola de samba: Não ligo, assim como não ligo pra futebol porque pratiquei handball muitos
anos e fui atleta da seleção estadual.
Terapia de relaxamento: Musica e filmes.
Modo de vida: Simples e anônimo.
Uma meta: Mostrar que a Polícia Civil é capaz de influir positivamente na vida das pessoas, assegurando bem-estar, confiança e proteção.
Um sonho: Ver meus heróis (filhos) crescerem, se formarem e poder curtir os netos.
Se defina em uma frase: Sou Guerreiro

Terremoto no Japão

Um dos maiores tremores da história desencadeia um tsunami, provoca mortes e deixa um rastro de destruição no Japão
Relatos sobre a força do terremoto no Japão
'Na hora que deixei meu apartamento, vi muros caídos, semáforos apagados e polícia no meio da rua para organizar o trânsito. Todo mundo estava preocupado. As lojas de conveniência estavam cheias. Estava todo mundo comprando água e suprimentos. Agora são 06h50 e não consigo dormir. Qualquer balançadinha já desperto e vou verificar. Moro em um apartamento de cinco andares e já encontrei uma rachadura, mas não sei se é do tremor de ontem. Sou evangélico e comecei a orar. Mas começou a balançar muito novamente. Larguei a bíblia e falei: 'vou correr'. Faz 21 anos que estou aqui [no Japão] e é a primeira vez que eu sinto esse medo. Estou traumatizado. Você sente balançar como se estivesse dentro de um barco', disse o brasileiro Rafael Ynamoto, 37, quando ele viu seu apartamento tremer na cidade de Oyama-shi (Japão)
'Estava em casa, tinha acabado de sair do banho e lembro de sentar na cama e começar os tremores. Como isso é frequente aqui, achei que iria passar logo. Mas vi que cada vez ficava mais forte. Eu só pensei em sair correndo. Desci a escada do prédio e estava todo mundo na rua, usando capacete. O pessoal estava bem assustado, pois foi demorado. A gente não consegue andar reto. Treme tudo. A sensação é a de estar em um bote com o mar revolto. Meu namorado estava no centro de Toquio. Ele contou ter visto os vidros dos centros comerciais quebrando e a pessoas descendo as escadas de emergência das rodovias, pois aqui as estradas são elevadas por falta de espaço', contou a brasileira Nathália Ikuma, 24, moradora da pronvíncia de Chiba, no Japão
Alexandre José da Silva é irmão de Roberto José da Silva, 44, que mora no Japão. Depois de quase dez horas de tentativas frustradas, Alexandre ficou sabendo por meio das redes sociais que Roberto está bem. Ele, a mulher (japonesa) e a filha do casal (também japonesa) haviam deixado a cidade de Shizuoka, onde vivem, e se hospedado na casa da sogra, em uma região de montanhas, para evitar riscos. 'Antes de falar com ele, a gente ficou muito preocupado. Agora, estou mais tranquilo. Ele está bem, mas disse que o Japão está parado.' Roberto mora há quatro anos no Japão. Lá, ele é cantor profissional, reconhecido pelos japoneses como o 'Pelé do karaokê'. Roberto contou a Alexandre nunca ter visto um terremoto como o desta madrugada. 'Foi muito forte', disse Alexandre, com base nos relatos do seu irmão.
Nelsinho Batista, ex-técnico de Corinthians, São Paulo e Sport Recife que atualmente dirige o time japonês Kashiwa Reysol, contou que o terremoto foi "um susto enorme", uma vez que o abalo pegou a delegação do Kashiwa de surpresa, dentro do trem-bala, em viagem para Osaka, onde estava marcada uma partida neste sábado. A sensação foi de que o trem-bala virou "uma caixinha de fósforos", de tanto que a composição balançava e, como ainda está em viagem (sem contar com os transportes públicos, pois os serviços foram interrompidos), o treinador ainda não consegue visualizar a situação no resto do país. Ele está no país, com diversas interrupções, há oito anos, e nunca viu um terremoto tão forte como o desta sexta-feira que, apontou, "não parava".
Isolados na Polinésia Francesa
"Meus pais, juntamente com um grupo de brasileiros, viajaram à Polinésia Francesa para mergulharem no paraíso do Pacífico e se encontram desde as 5h da manhã (horário local) evacuados do hotel. O grupo, num total de 25 pessoas, encontra-se alocado na escola local do bairro de Avatoru, na Polinésia Francesa. Estou em contato com meu pai através de mensagens de celular onde fico sabendo a cada instante a atualização. A situação da ilha é de emergência, todos moradores foram evacuados e o sentimento é de tensão, esperando pelo tsunami que pode chegar a qualquer instante", relatou o internauta Júlio A M Neto.
Sobrevoando o tsunami
"O impressionante é que estávamos sobrevoando Sendai bem na hora do tsunami e não reparamos em nada... O tsunami veio bem na hora que nosso avião iria pousar, ficamos mais de duas horas rodando até liberarem o aeroporto de Osaka, no sul do Japão. Chegamos na hora do terremoto e não conseguimos ir pra casa porque todos os aeroportos de Tóquio e região estão interditado. Narita, Haneda, Nagoya estavam interditados, amanha vamos tentar um voo pra Narita, nada certo ainda", contou Davi S. Rocha no Twitter. "Estamos bem, mas a região que minha família está foi fortemente atingida. Falei com minha mãe, estão sem luz há muitas horas, assustados, mas bem! Tenho muitos amigos que moram em Ibaraki, ao lado da praia... Sem notícias nenhuma deles ainda... Coração apertado".
Preparada para terremoto
"Estava indo para faculdade quando o metrô parou. Acabo de chegar em casa e dei graças a Deus de estar no metrô no momento do terremoto. Está tudo revirado... Estou bem, mas minha casa está toda revirada. Tóquio está realmente preparada para terremoto, mas não sei para tsunami. Medo!", relatou no Twitter o brasileiro Marcos Sadao Maekawa.
"O povo japonês é muito educado e mesmo numa calamidade destas o que se vê é muita organização. As pessoas respeitam inclusive as filas nos pontos de ônibus. As cenas que estão sendo exibidas são muito fortes, mas eu diria a todos que fiquem calmos porque, apesar de tudo, a maioria de nós está bem. Muitos só não conseguiram ainda fazer contato porque os telefones estão sobrecarregados e as operadoras de telefonia não estão conseguindo dar conta", relatou a webdesigner Naomi Okano, que já enfrentou outros tremores de terra ao longo dos 15 anos em que vive no país, mas "foi a primeira vez que eu, de fato, senti medo".
"O som dos prédios balançando fazia parecer o fim do mundo. Eles balançavam de um lado pro outro, como se fossem de papel. Pensei que fôssemos morrer. Não deu tempo de fazer muita coisa. Nem conseguimos pegar o kit antiterremoto. Pegamos os passaportes, nossa filha e saímos correndo. Foi muito, muito forte. Mal conseguíamos ficar de pé para sair de casa. Minha filha deu risada achando que estávamos brincando de pular", contou a brasileira Thábata Reis Pontes, 23, residente em Tóquio.
Maior medo da vida
"Parece que durou 1 a 2 minutos, mas eu rezei umas cinco vezes sem parar em voz alta, de tanto medo, achando que ia morrer. Foi o maior medo da minha vida, estou tremendo até agora. Todos os objetos caindo, foi horrível. O prédio onde estou é seguro, tem 10 anos, mas em casas antigas você ouve as madeiras rachando e trincando", contou o brasileiro Marcio Lima, 36, pelo Twitter. Ele mora em Tóquio e disse que durante cerca de 10 horas houve tremores de 10 em 10 minutos. "Estava trabalhando, levantei e fui para baixo da porta mais próxima, esta é uma medida de seguranca. Fui buscar meu filho na escola e todas as crianças saíram com capacetes de lá".
Apartamentos na praia
"Onde eu moro os tremores não foram tão fortes, mas durante toda a tarde os ficamos incomunicáveis porque os telefones não funcionavam. Os carros do Corpo de Bombeiros estão avisando para não irmos para perto das praias. Aqui, muitos brasileiros moram em apartamentos públicos perto do mar. Eles estão pedindo abrigo na casa de parentes ou amigos que moram em regiões mais afastadas ou mais altas", relatou Renan Haneda, que moro há 16 anos em Hamamatsu, a cerca de 500 km de Tóquio.
"As imagens da TV são bem chocantes, e para se ter uma ideia, os apresentadores ainda estão usando capacetes de proteção e em muitos momentos, durante a transmissão (ao vivo), ocorreram fortes tremores. Os flagrantes dos tsunamis mostraram até grandes barcos sendo arrastados para a costa. Carros são levados pela correnteza como se fossem caixinhas de fósforos", disse o brasileiro Ricardo Romano, que está em Okazaki, no Japão.
"Evacuaram meu hotel na praia. São 23h aqui. Estou indo com o Fábio para casa de um amigo aqui em um lugar um pouco mais alto. Parece que às 3h da manhã daqui teremos notícias do tamanho e do que realmente vai acontecer. Todos estão correndo! A polícia está por toda parte com sirenes e dando avisos para evacuar a área. As pessoas na rua estão lotando os supermercados e postos de gasolina em busca de comida e água", contou pelo Twitter a apresentadora e atriz Daniele Suzuki, grávida de cinco meses, que está na ilha de Maui, no Havaí, passando férias com o marido Fábio Novaes.
Aeroporto fechado
"Cheguei no dia 24 de janeiro e iria embora amanhã (dia 12), mas agora o dia do vôo é incerto, porque o aeroporto de Kansai (que fica numa ilha artificial) continua fechado. Aqui em Osaka o tremor foi fraco: senti apenas uma tontura forte e pensei que fosse enjôo. A bahia de Osaka está na área com alto risco de tsunami. Por isto, fomos orientados a não sair do Centro de Treinamento. Do meu quarto, por volta das 19h30 (horário local), ouvia muitas sirenes (que me pareceram de bombeiro ou ambulância)", relatou Thaís Brianezi, que está em Osaka, no Japão, para um curso de Educação Ambiental oferecido pela Agência Internacional de Cooperação Japonesa (JICA).
"Estava almoçando sozinha e começou a tremer tudo. Achei que ia parar, mas como continuou, saí correndo. Quando abri a porta do escritório, um armário caiu na minha frente. Fiquei paralisada, olhando tudo cair a minha volta. Fiquei com muito medo mesmo do prédio todo cair. As paredes estavam rachadas em vários andares. Nessas horas, a primeira coisa que passa pela nossa cabeça é voltar para o Brasil", disse a brasileira Joyce Davini Nishiyama, que estava no 12º andar de um prédio em Tóquio.
"Antes do treinamento, sentimos o terremoto. Cerca de 20 segundos balançando. Os jogadores da equipe, preocupados com seus familiares, vieram correndo para o vestiário buscar informações para saber se tudo está bem", escreveu no Twitter o atacante brasileiro Rodrigo Pimpão, que está em Osaka, no Japão.
"Segui a multidão, que saiu correndo para a rua. Vários prédios balançavam, as pessoas gritavam e choravam. Quando voltei para o hotel, após andar mais de duas horas, porque o metrô foi interditado, descobri que não podíamos subir para os quartos por questões de segurança. Estamos todos acampados no lobby esperando. O lustre principal do lobby caiu e espatifou no chão. Estão todos muito assustados, mas os japoneses são muito organizados. Deixaram um buffet à disposição e distribuiram cobertores", contou a internauta Taiza Krueder, que está em Tóquio.
"Foi muito impressionante ver os prédios balançando e como rapidamente as pessoas saíram para as ruas, buscaram locais abertos, longe dos prédios espelhados. Estou agora isolado no lobby do hotel. Não podemos subir para os quartos. Eles serviram jantar gratuito e distribuíram cobertores, água e chá. Há um clima calmo e tenso ao mesmo tempo. Metrôs e trens ainda não funcionam. Milhares de japoneses que não têm como voltar para suas casas de trem e estão tentando se hospedar em hotéis. Linhas de telefone e internet estão voltando aos poucos. A sensação de ser estrangeiro e não entender o idioma fica mais acentuada e cruel em momentos como esse", explicou o internauta Mauro Shira, que estava em Ginza na hora do terremoto.
"Alunos começaram a dizer que estavam tontos, mas quando os móveis começaram a chacoalhar, percebemos que era um terremoto. Gritamos para os alunos entrarem embaixo das carteiras e colocarem o capacete. Depois, levamos todos para o pátio. Muitas crianças choraram e os pais ligaram para a escola para saber se estava tudo bem", contou o professor Daniel Gimenes, que está em Toyota, no Japão
"Comecei a ouvir barulho de vidro batendo. O rapaz do caixa perguntou se eu estava sentindo o terremoto, e só aí fui me dar conta do que estava acontecendo. Saí da loja e o chão estava se movimentando muito, os carros estavam mexendo bastante. Postes e fios balançando... as pessoas começaram a sair às ruas, muita gente chorando. Foi muito forte!", contou Erika Y., que está em Maebashi, no Japão.
"Senti pelo menos quatro tremores, sendo que os dois primeiros foram de mais de 30 segundos e me deram uma leve tontura. As cenas eram assustadoras. Como efeito do terremoto, havia focos de incêndio em Odaiba, Saitama, Chiba, Tochigi, atingindo principalmente estações de tratamento de petróleo. Em Miyage e Iwate, os incêndios se alastravam por centenas de metros e prédios inteiros demoliram. O efeito do tsunami não foi menos assustador. As cenas mostravam a água invadindo a costa, carregando carros como se fossem brinquedos e colocando navios virados em pleno centro da cidade. O aereporto de Sendai também foi atingindo, tendo suas instalações invadidas pela água do mar", disse o internauta Pedro Ivo Lage de Macedo, que está em Nagoya.
Abalos se repetem
"Estava dormindo, quando senti os tremores. Apesar de viver há 13 anos no Japão, e já ter presenciado vários tremores, ainda assim levantei assustado, pois a intensidade desse era muito forte. Desci as escadas e ao chegar no estacionamento me deparei com várias pessoas agarradas a pequenos pertences. Quase 6 horas depois, o medo ainda é iminente, com pequenos abalos repetindo-se com frequência", contou Felipe Oyakawa de Oliveira, que vive na província de Gunma, na cidade de Isesaki (Japão).
Caos
"Está um caos aqui na região de Yokoham. Ficou sem luz, água e gás. Todos estão saindo atrás de comida! Além de o trânsito estar caótico", disse. Roberto Teruya, do Japão

Mundo

Dilma oferece ajuda a vítimas de terremoto no Japão
A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira ao primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, que o Brasil está "à disposição" para "contribuir ao apoio internacional" ao Japão. Ao menos 378 pessoas morreram, mais de 800 ficaram feridas e 547 estão desaparecidas depois do terremoto e tsunami que atingiram a costa leste do país.
Em carta enviada nesta sexta-feira a Kan, Dilma cita a presença de cerca de 260 mil brasileiros no Japão e afirma ter recebido a notícia do terremoto e do tsunami com "profunda consternação" e que "o governo e o povo brasileiros são tomados hoje pelos mais sinceros sentimentos de pesar e solidariedade".
Segundo o porta-voz da Presidência, Rodrigo Baena, "ainda não há como avaliar que tipo de ajuda o Brasil vai prestar ao Japão neste momento".


 

Flash da imprensa

CQCs voltam à ativa no próximo dia 14

Programa seleciona um nono elemento e apresenta novos quadros para 4ª temporada
Após dois meses e meio de férias, os homens e a mulher de preto estão preparados para voltar a destilar seu humor inteligente, audacioso e, muitas vezes, ácido. No próximo dia 14, segunda-feira, às 22h15, a trupe volta a atacar as feridas da sociedade. Como de costume, integram a bancada Marcelo Tas, Rafinha Bastos e Marco Luque. Pelas reportagens, ficam responsáveis Oscar Filho, Rafael Cortez, Felipe Andreoli, Danilo Gentili, Monica Iozzi e ... um novo integrante.
A escolha do nono elemento do programa ainda está sob fase de testes. “Temos quatro boas opções e a preocupação maior não é com o fato de ser comediante. Queremos alguém mais jovem, pois os meninos já estão muito velhos e cansados”, brinca o líder Marcelo Tas. Quem conquistar a vaga possivelmente não estréia no primeiro programa, com o objetivo de possibilitar uma fase de adaptação.
Os candidatos estão passando por provas reais ao serem enviados para a cobertura de pautas “quentes”. Uma equipe do CQC os acompanha até grandes eventos (SPFW, coletiva que marcou a despedida do Ronaldo, manifestação contra o aumento das tarifas de ônibus paulistanos etc.) para colocá-los frente a frente com entrevistados difíceis, como José Serra, Gilberto Kassab e o próprio Fenômeno. “Eles só não vestem o uniforme para não dar bandeira”, explica Tas.
Quanto aos quadros, novidade no tradicional “Proteste Já”. Já comandada por grandões como Rafinha Bastos e Danilo Gentili, a atração passa a ser de Oscar Filho, conhecido também como “pequeno pônei”. Será que as confusões vão aumentar? E o programa vai abrir espaço aos pequenos: o novo “Grupo Escolar Custe O Que Custar”, confirmado para a estréia, traz Marcelo Tas interpretando um professor que tenta explicar o noticiário para crianças de 8 a 10 anos. O primeiro tema será “Para que serve um Deputado Federal?”
Já o quadro de comportamento “Norte Sul” propõe comparações culturais. A meta é demonstrar que determinada situação pode acarretar reações diversas dependendo da região do Brasil. Por exemplo, sugerir que uma menina de 14 anos está grávida de um homem muito mais velho seria aceito em São Paulo? E na Bahia? Outros aspectos abordados serão brincadeiras com a língua portuguesa (através de regionalismos), preconceito, ética, moral, entre outros.
Pela primeira vez, o Carnaval entra na pauta da estréia, já que o feriado caiu próximo à volta da atração. O restante do programa continua a ser produzido com notícias atuais, ou seja, os principais acontecimentos da semana. Destaque para a nova identidade visual, que abrange cenário e abertura, cujo objetivo é promover uma crítica ao excesso ao que a população é exposta: informação demais, correria demais. Na temporada 2011, a cidade ganha enfoque hiper-realista e aparece totalmente distorcida, fazendo alusão ao caos.
Os uniformes masculinos se mantêm, terno e gravata fina pretos com camisa branca, porém a musa do CQC, Monica Iozzi, promete inovar. Neste ano, uma saia preta de cintura alta passa a integrar suas opções de roupa. A exceção será a cobertura política em Brasília, onde ela prefere manter os trajes habituais. “No Planalto, prefiro continuar com calça social e tênis” e complementa, com pouca modéstia: “A maior atração deste ano será a minha saia”.

Mundo

Japoneses que moram no Rio podem procurar
por informações no Consulado do Japão



Kyodo/11.03.2011/Reuters
Após grande terremoto, cenário é devastador em áreas atingidas no Japão

 
Cerca de 1.600 japoneses vivem na capital fluminense
André Paino, do R7
Os japoneses que vivem na capital fluminense e buscam por informações sobre possíveis vítimas do forte terremoto que atingiu o Japão nesta sexta-feira (11) podem procurar pelo consulado no Rio de Janeiro para receber notícias. O telefone é (0xx21) 3461-9595.
De acordo com o vice-cônsul Daisuke Hattori, existem aproximadamente 1.600 japoneses e 8.000 descendentes vivendo no Rio de Janeiro.
Segundo ele, o consulado está recolhendo informações para prestar esclarecimentos aos interessados.
- Por enquanto ainda não tivemos reclamações de parentes do Rio à procura de vítimas. Temos, no entanto, um ministério que está nos fornecendo informações, já vez que o sistema de telefonia continua sem funcionar.
Ainda de acordo com Hattori, o consulado está à disposição para prestar solidariedade aos parentes e amigos de possíveis vítimas da tragédia.
O tremor mais intenso a abalar o Japão nos últimos 140 anos deixou destruição em todo país. Há relatos de que um trem e um navio de passageiros desapareceram após a passagem do tsunami que foi provocado por um terremoto de 8,9 graus na escala Richter que ocorreu na tarde desta sexta-feira (11) no Japão, ainda madrugada no Brasil. De 200 a 300 corpos foram encontrados na costa de uma das cidades atingidas, Sendai, de acordo com a agência de notícias France Presse.