Aumento real a aposentado do INSS ainda poderá sair


Ministro reafirma que reajuste acima da inflação a quem ganha mais que o piso não está descartado. Vai depender do impacto da crise sobre economia do País
A concessão de aumento real para aposentados e pensionistas do INSS que ganham acima do salário mínimo (R$ 622) não está totalmente descartada. O ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, voltou a reafirmar que existe a possibilidade de ser aprovada ainda este ano a correção acima da inflação para benefícios superiores ao piso nacional. Reunião marcada com líderes dos inativos e as centrais sindicais para 1º de fevereiro marcará a retomada das conversações. 
O governo diz que fará análise mensal do orçamento e a situação internacional. Garibaldi ressaltou que para tomar essa decisão, o governo levará em conta impactos que a crise econômica internacional poderá provocar sobre a economia do País.

Mesmo ao vetar o reajuste e sancionar o Orçamento com correção pela inflação de 6,08%, a presidenta Dilma dá sinais de que quer continuar negociando com os aposentados. Além de Garibaldi, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, garantiu no fim do ano passado que há possibilidade de negociação no decorrer deste ano.

Proposta de reajuste

Conforme O DIA antecipou ontem, com exclusividade, a Confederação Brasileira dos Aposentados (Cobap) vai apresentar uma proposta de nova fórmula de reajuste que considera as quatro maiores receitas da Seguridade Social como fonte de recursos para o aumento. Hoje, esse reajuste ficaria em 7%.

Reunião discutirá mudança no empréstimo consignado

As centrais sindicais apresentam amanhã, em reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), propostas com uma série de mudanças nas regras do empréstimo consignado para aposentados e pensionistas do INSS. O objetivo é deixar os segurados que pegam crédito com desconto em folha menos vulneráveis a fraudes nos empréstimos. 

Serão propostas a redução do limite de comprometimento do salário, a aplicação de juros mais baixos e proibição da atuação dos chamados ‘pastinhas’, os intermediários dasfinanceiras. Representantes do Banco Central deverão participar da reunião. Se forem aprovadas, as medidas deverão ser regulamentadas no dia seguinte pelo governo.

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