Confete, serpentina e greve


As lideranças dos policiais civis e militares e ainda dos bombeiros marcaram para o próximo dia 29, um domingo, a partir de 10h, na Av. Atlântica, em Copacabana, a primeira manifestação conjunta deste ano para reivindicar aumento salarial. O governador Sérgio Cabral paga os piores salários do Brasil e insiste em não negociar com os servidores. Erradamente, acredita que a iniciativa de reduzir o tempo para efetivar as promoções sepulta a insatisfação das categorias e encerra com a possibilidade de uma greve geral e inédita na história do Rio das três categorias. O movimento já tem até uma data fixada: 10 de fevereiro, a oito dias do carnaval. 
Embora a imprensa em geral tenha ignorado, a primeira reunião entre policiais civis e militares e os bombeiros superou as expectativas pelo nível de adesão. O encontro teve por objetivo organizar os pilares da paralisação geral dos servidores, marcada para o dia 10 de fevereiro. 
Cerca de 1 mil pessoas compareceram ao encontro, realizado no Sindisprev. Os representantes do movimento deliberaram que a greve ocorrerá a partir do dia 10 de fevereiro, caso o governo relute em conceder o aumento reivindicado pelas três categorias. 
Ou seja, Cabral corre o risco de ter que recorrer ao governo federal para garantir a tranquilidade nas ruas durante os quatro dias de carnaval. 
Só para lembrar: o carnaval começa no dia 18 de fevereiro, oito dias após a data fixada pelo movimento para iniciar a greve, caso Cabral incorra no erro – de novo – de ignorar a força do movimento. 

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