Dilma recebe ministros para discutir danos causados pela chuva


A presidente Dilma Rousseff se reúne hoje, no Palácio do Planalto, com cinco ministros para avaliar as medidas tomadas para evitar o agravamento da tragédia provocada pela chuva na região Sudeste do país.
Na noite de ontem (8), o assunto foi discutido em reunião com a presença dos ministros Gleisi Hoffmann (Casa Civil), Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional), Aloizio Mercadante (Ciência, Tecnologia e Inovação), Paulo Passos (Transportes) e Alexandre Padilha (Saúde).
Os temporais afetam o Sudeste do país, principalmente Minas Gerais, embora São Paulo, Rio e o Espírito Santos tenham registrado problemas causados pela chuva e as enchentes.
Na reunião, os ministros fizeram um balanço das ações executadas pelo governo federal no enfrentamento das enchentes, além de definir novas medidas para os próximos dias. Entre as ações, o governo estuda uma parceria com a Vale e a Universidade Federal de Ouro Preto para o envio de geólogos que vão avaliar a situação da cidade histórica, fortemente atingida por temporais. 
Lalo de Almeida/Folhapress 
 Bairro de Governador Valadares (MG) alagado pelas cheia do rio Doce, que continua subindo devido às chuvas
Bairro de Governador Valadares (MG) alagado pelas cheia do rio Doce, que continua subindo devido às chuvas
 Cidade histórica de Minas Gerais, Ouro Preto registrou deslizamentos de encostas, sendo que um deles atingiu parte da rodoviária e matou dois taxistas. O governo também decidiu manter até março os postos avançados instalados em Minas Gerais, no Espírito Santo e Rio de Janeiro, que integram equipes das defesas civis federal, estadual e municipal.
Durante a reunião de ontem, os ministros também discutiram o problema causado pela seca no Sul do país. Até ontem, 102 municípios do Rio Grande do Sul e 36 de Santa Catarina tinham decretado situação de emergência em decorrência da estiagem.
Pelos dados da Defesa Civil e da Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural) do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná, as perdas causadas pela estiagem chegam a R$ 2,797 bilhões. Apenas a produção de soja no Rio Grande do Sul deve sofrer 25% de perdas. No Paraná, a redução da colheita de soja chegará a 10% em relação à safra de 2011. 
João Godinho - 20.dez.11/O Tempo/Folhapress 
 Rodovia MG-10 fica destruída na altura do km 125 em decorrência das fortes chuvas que atingiram parte de MG

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