Em Teresópolis, descaso das autoridades faz dor da tragédia ainda ir longe


No bairro Cascata do Imbuí, por exemplo, muitas casas estão marcadas para serem demolidas. E a contenção da margem do rio ainda não começou.
Um ano já se foi. E passar hoje pelos bairros mais atingidos de Teresópolis, por exemplo, é saber que essa dor ainda vai longe.
Maria das Graças mostra onde está o perigo. Nas pedras, na montanha atrás da casa dela.


A catástrofe de janeiro de 2011 atingiu 80 áreas de Teresópolis. 392 pessoas morreram. E segundo a Defesa Civl, sete mil moradores estão vivendo em áreas de risco, como Maria das Graças. Eles esperam a construção de contenções de encostas e pedras. E aguardam as 1640 casas populares prometidas pelo Governo. Em Teresópolis 3.159 famílias recebem aluguel social. Nos bairros atingidos, os moradores reclamam do abandono e da falta de manutenção das ruas.
Falta também a dragagem de rios e a construção de pontes. Uma delas foi feita pelos moradores, cansados de esperar. No bairro Cascata do Imbuí, muitas casas estão marcadas para serem demolidas. E a contenção da margem do rio ainda não começou.
O bairro está sem posto de saúde desde a tragédia de janeiro do ano passado. E também sem escola. Os alunos foram transferidos para escolas de outros bairros, porque a deles está da mesma forma, nenhuma obra foi feita. E nenhuma escola nova foi construída. As placas anunciam obras de contenção e de pontes, que nunca acontecem.
do RJ INTER TV 1ª Edição

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