No Rio, veja a lista das vítimas já identificadas do desabamento no centro


Vítimas
Cinco corpo ainda não foram reconhecidos, segundo a Polícia Civil
A Polícia Civil do Rio informou neste sábado (28) os nomes dos 12 corpos já identificados até as 13h30, após o desabamento de três prédios no centro do Rio de Janeiro na noite de quarta-feira (25). Outros cinco corpos, sendo de 3 homens, 1 mulher e um outro sem identificação de sexo, ainda não foram reconhecidos por familiares.
Em alguns casos, a polícia acredita que a identificação só será possível por exames de DNA ou papiloscópico (impressão digital).
As equipes de busca trabalham com o número de cinco pessoas desaparecidas.
Veja a lista dos mortos já identificados, segundo a polícia:
 - Alessandra Alves Lima, de 29 anos. Ela conversava com o marido antes do desabamento pelo MSN. Ela foi enterrada neste sábado (28).
- Amaro Tavares da Silva, de 40 anos;
 - Celso Renato Braga Cabral, de 46 anos. Ele trabalhava no departamento pessoal da TO (Tecnologia Organizacional). Foi a primeira vítima dos desabamentos a ser enterrada, na sexta-feira (27);
- Cornélio Ribeiro Lopes, de 73 anos. Era zelador e porteiro do prédio de 18 andares que desabou na noite de quarta-feira (25) havia 20 anos. Cornélio era casado com Margarida Vieira de Carvalho, de 65 anos, que também morreu no desabamento. Cornélio foi enterrado na sexta-feira (27);
- Elenice Consani Quedas, de 64 anos;
- Flavio Porrozzi Soares, de 34 anos. Ele conseguiu contato com a noiva depois do desmoronamento, pelo celular, mas foram poucas palavras. Depois, o telefone deu caixa postal;
- Gustavo da Costa Cunha;
- Kelly da Costa Meneses, de 28 anos;
- Luiz Leandro de Vasconcellos, 40 anos;
- Margarida Vieira de Carvalho, de 65 anos, mulher do zelador do edifício Liberdade Cornélio Ribeiro Lopes, de 73, que também morreu no desabamento. Ela foi enterrada no sábado (28);
- Margarida de Carvalho – sem relação com a mulher de mesmo nome que morreu também e era casada com o zelador;
- Nilson Assunção Ferreira, de 50 anos. Ele foi enterrado na sexta-feira (27).


Procura por corpos em escombros já removidos
O secretário estadual de Defesa Civil e comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, coronel Sérgio Simões, disse que, neste sábado, o trabalho de procura pelas cinco pessoas que ainda estão desaparecidas está sendo feito manualmente pelas equipes do Corpo de Bombeiros. Segundo o oficial, o trabalho de remoção dos escombros com o uso de retroescavadeiras e pás mecânicas está suspenso para evitar que as máquinas recolham corpos misturados ao entulho.
Na sexta-feira (27), pedaços do corpo de uma das vítimas do desmoronamento foram levados, por engano, para um depósito da prefeitura na rodovia Washington Luiz, na Baixada Fluminense.
O coronel Simões disse que alguns dos 17 corpos já encontrados estão muito mutilados, como o que foi achado na madrugada de hoje, e que poderia facilmente ser confundido com o entulho.
- O corpo se misturou com as características da terra, do cimento, da lama e, em uma operação desse porte, essa possibilidade tem de ser considerada.
Para evitar que isso se repita, equipes do Corpo de Bombeiros irão ao depósito da prefeitura ainda hoje, levando cães farejadores para checar se há mais restos mortais misturados ao material retirado do local do desabamento.
A tragédia
Três prédios de aproximadamente 18, 10 e 4 andares desabaram pouco depois das 20h de quarta-feira (25), na avenida 13 de Maio, região da Cinelândia, centro do Rio de Janeiro. Houve pânico e correria. Seis pessoas tiveram ferimentos leves. Mais de 20 ficaram soterradas. Um posto de informações para familiares de vítimas foi montado na Câmara dos Vereadores.
As causas da tragédia estão sendo investigadas. O prefeito Eduardo Paes, assim como alguns especialistas, minimizou a possibilidade de explosão. De acordo com avaliações preliminares de técnicos que trabalham no local, as causas teriam ligação com problemas estruturais.
A prefeitura informou que os três imóveis que desabaram estavam em situação regular e possuíam habite-se (ato administrativo que autoriza o início da utilização efetiva de construções ou edificações destinadas à habitação). O prédio de número 44 foi construído em 1940 e era constituído de 18 andares de salas comerciais, além de loja e sobreloja. Os imóveis de números 38 e 40 eram de 1938 e constituídos, respectivamente, por quatro andares de salas comerciais, e por dez pavimentos de salas comerciais, além de loja e sobreloja.
Desde as 6h de quinta-feira (26), estão interditados os seguintes trechos: avenida 13 de Maio e avenida Almirante Barroso entre a avenida Rio Branco e a rua Senador Dantas. Esta última está com mão invertida entre a avenida Almirante Barroso e a rua Evaristo da Veiga. Veículos procedentes da Cruz Vermelha e da avenida República do Chile devem seguir pela rua Senador Dantas.
Equipes de diferentes órgãos, como Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Comlurb etc, trabalham na remoção dos escombros.

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