Previsão ainda é de chuva no norte e região serrana do Rio para esta quarta


Cidades voltam para o estado de vigilância, o menos preocupante da escala
As cidades atingidas pelas fortes chuvas dos últimos dias voltaram para o estado de vigilância no final da tarde de terça-feira, segundo o Inea (Instituto Estadual do Ambiente). 
O estágio de vigilância, primeiro em uma escala de quatro, é caracterizado pela ausência de chuva ou ocorrência de chuva fraca nas próximas horas.
A previsão do tempo para esta quarta-feira (4) no Estado, no entanto, é de tempo ruim, principalmente nas cidades da região serrana e do norte do Rio. A chuva deve continuar, porém com menos intensidade, nessas regiões, de acordo com o o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).
Já na cidade do Rio de Janeiro, a previsão é de céu nublado, com abertura de sol. A temperatura mínima deve ficar em 16ºC e a máxima não passa dos 29ºC.
Chuva deixa mais de 8.000 desabrigados no Estado

As 13 cidades do norte e noroeste do Estado do Rio estavam em estado de alerta por causa da cheia dos rios da região até a tarde de terça. Até o início da noite, eram mais de 8.000 pessoas fora de casa nos oito municípios das duas regiões mais afetadas pela chuva que atinge o Rio de Janeiro desde o final do ano passado, de acordo com o coordenador da Defesa Civil Estadual no noroeste do Estado, coronel Douglas Paulish. Já os números divulgados pela assessoria da Defesa Civil do Estado dizem que 3.815 moradores de todas as áreas afetadas tiveram de deixar suas casas até terça-feira.
Segundo o coronel, até o final de terça-feira, só foi registrada uma morte na região noroeste. Augusto Jorge do Carmo, de 72, em Laje do Muriaé, morreu quando tentava retirar os móveis da casa que estava sendo alagada pelas águas do rio Muriaé na madrugada de terça. Carmo caiu e bateu com a cabeça. Outro homem morreu na região centro sul do Estado, em Miguel Pereira, após ter um infarto ao saber sobre os desabamentos.
Já a Defesa Civil Estadual diz que duas pessoas morreram somente na região noroeste. No entanto, o coronel Paulish esclareceu que um deles já estava internado no hospital municipal da cidade quando morreu e que a morte não tem relação com a chuva.
- Foi uma morte natural, sem qualquer relação com a enchente.
Laje do Muriaé foi a primeira cidade atingida pelas cheias dos rios do noroeste do Estado e será a primeira a se beneficiar com a redução do nível das águas do rio Muriaé. Segundo o outro coordenador da Defesa Civil na região, coronel Moacyr Pires, isso deve acontecer nesta quarta-feira.
- Com isso, as cidades começam a entrar no processo de normalização. Mas em alguns lugares isso ainda vai demorar mais. Em Campos dos Goytacazes [no norte Fluminense], por exemplo, o rio Paraíba vai continuar crescendo por pelo menos mais algumas horas.
Veja o número de desalojados e desabrigados, segundo a Defesa Civil Estadual até a noite de terça-feira :
Santo Antônio de Pádua – 3.500 desalojados e 70 desabrigados
Laje do Muriaé – 2.000 desalojados e 83 desabrigados
Itaperuna – 1.200 desalojados e 40 desabrigados
Italva – 320 desalojados e 70 desabrigados
Cardoso Moreira – 302 desalojados e 50 desabrigados
Aperibé – 250 desalojados 
Campos dos Goytacazes – 120 desabrigados
Cambuci – 115 desalojados e 20 desabrigados

De acordo com o boletim da assessoria de imprensa da Defesa Civil Estadual, divulgado na terça-feira, os números são:
Laje do Muriaé - 2.000 desalojados e 200 desabrigados
Itaperuna - 800 desalojados e 128 desabrigados
Italva - 16 desalojados e sete desabrigados
Porciúncula – sete desabrigados
Cantagalo – oito desalojados 
Cordeiro – dez desalojados
Trajano de Moraes – 52 desalojados e 25 desabrigados 
Santa Maria Madalena - 56 desalojados e dois desabrigados
Petrópolis – 228 deslizamentos e oito desalojados
Miguel Pereira – 28 desalojados e 50 desabrigados
Três Rios – 50 desalojados
Belford Roxo – 15 desalojados
Duque de Caxias – 29 desabrigados
São Gonçalo – 19 desabrigados
Cardoso Moreira – 50 desalojados e 140 desabrigados
Valença – sete desalojados

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