Baterias dão show na segunda noite de desfiles na Sapucaí


Bateria da Mangueira ousou com paradinha de mais de um minuto
Em noite de poucos problemas, seis escolas passaram pela avenida Marquês de Sapucaí. As baterias deram um show e as paradinhas e paradonas foram os destaques do segundo dia de desfiles.
A São Clemente, primeira escola a desfilar, levantou o público com seu enredo Uma Aventura Musical na Sapucaí, mostrando os maiores musicais de todos os tempos. O refrão do samba-enredo foi cantado pela multidão, que se emocionou com a paradinha da bateria e o som do violino, que foi o diferencial na escola. Montagens feitas no Brasil, como A Noviça Rebelde e Mulher Aranha, dividiram as atenções com as canções de Chiquinha Gonzaga e os espetáculos da Broadway.


Com o enredo De Londres ao Rio: Era uma Vez…uma Ilha, a escola apresentou de forma lúdica os Jogos Olímpicos que acontecerão em terras inglesas neste ano, já traçando paralelos de como será o grande evento do esporte em 2016, na Cidade Maravilhosa. A comissão de frente da escola trouxe a carnavalesca Maria Augusta, responsável pela União da Ilha na década de 70, representando a rainha Elizabeth.
O Salgueiro defendeu o enredo Cordel Branco e Encarnado. A bateria da escola tijucana foi o grande destaque da apresentação ao misturar samba e baião em paradinhas que emocionaram. Na Passarela do Samba, desfilaram cangaceiros, mamulengos, príncipes e demônios para narrar a história da literatura de cordel no Brasil.
No ano em que Cacique de Ramos completou 51 anos, a verde e rosa homenageou o bloco de Ramos, na zona norte carioca. A agremiação levou a árvore-símbolo, uma tamarineira, e a madrinha, a cantora Beth Carvalho, em sua comissão de frente. O grande destaque do desfile da Mangueira foi a longa pausa de mais de um minuto feita pela bateria e pelos puxadores da escola. No período, o público assumiu o samba-enredo e cantou.
A penúltima escola a atravessar a Passarela do Samba, no segundo dia de desfiles do Grupo Especial do Rio, foi a Unidos da Tijuca. A azul, amarela e branca do bairro da zona norte carioca emocionou o público com seu enredo O Dia em Que Toda Realeza Desembarcou na Avenida para Coroar o Rei Luiz do Sertão. A criatividade e ousadia do carnavalesco Paulo Barros impressionaram pelos detalhes, desde as fantasias até as alegorias. O forró foi o tempero das paradinhas da bateria do mestre Casagrande.
A Grande Rio encerrou o segundo dia de desfiles do Grupo Especial com o enredo Eu Acredito em Você. E Você? – Histórias de Superação. A tricolor homenageou personagens reais que se levantaram, sacudiram a poeira e deram a volta por cima. A inspiração para o Carnaval deste ano nasceu depois da experiência de superação que a Grande Rio viveu em 2011, após um incêndio. A agremiação contou histórias como a da pintora mexicana Frida Kahlo, do maestro e pianista João Carlos Martins e do mestre Aleijadinho. A bordo de um veleiro, o iatista Lars Grael foi um dos exemplos que a Grande Rio levou para avenida.
Veja como foi o segundo dia do desfile do Grupo Especial na Marquês de Sapucaí

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