Deputados adiam votação sobre reajuste de salários de bombeiros e policiais


Número grande de emendas provocou adiamento para próxima quinta
Bruno Rousso, do R7
O grande número de emendas – 78 no total – provocou o adiamento para a próxima quinta-feira (9), às 16h30, da votação do projeto de lei que prevê o aumento salarial para policiais militares e civis, bombeiros e agentes penitenciários. O pleito seria realizado na tarde desta terça-feira (7) na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). 
O texto elaborado pelo governo do Estado prevê reajuste de aproximadamente 39% até outubro de 2013. Contudo, parlamentares de oposição e os manifestantes entendem que o que o governo trata como aumento salarial é, na verdade, a antecipação de verbas já previstas para as categorias até dezembro de 2014 - – aumento percentual de cerca de 0,9% ao mês em 48 parcelas. O governo diz que já pagou 13 das 48 parcelas do reajuste. 
A intenção dos manifestantes é marcar para quarta-feira (8) uma reunião com o governador Sérgio Cabral (PMDB) para negociar o reajuste. Caso não sejam recebidos, as lideranças do movimento ameaçam entrar em greve a partir de sexta-feira (10). Nesta terça, a assessoria de imprensa do governador disse que não há previsão nesta quarta para receber os militares. 

O deputado Marcelo Freixo (PSOL), que defende um aumento salarial maior para as categorias, prevê dias de crise para o Estado. 

- A mensagem que o governo envia é de que é muito ruim. As categorias estão sendo empurradas para a greve. 

O deputado Paulo Ramos (PDT), representante da situação, disse que o governo está irredutível. 

- Não podemos aprovar as emendas que estão sendo propostas. Está fora de cogitação.

O salário-base do soldado do Corpo de Bombeiros, que atualmente ganha R$ 1.270, passaria para R$ 2.100 a partir deste mês e atingiria o valor de cerca de R$ 2.500 em outubro de 2013.

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