Em Cabo Frio, movimento negro exige investigação sobre a morte Isabel Machado


Por Vermelho
Às vésperas do carnaval, o assassinato da advogada criminalista e presidente da OAB-RJ seção Cabo Frio, Isabel Machado, em sua residência, na última sexta-feira (17), causou revolta nos meios jurídicos, sociais, movimento negro e de mulheres, no Brasil e no exterior. Isabel foi morta a tiros, dentro de casa — ao lado de seu namorado que escapou ileso — por dois pistoleiros que a executaram friamente.
O crime que está com a investigação a cargo da 126ª Delegacia de Cabo Frio, não tem até o momento nenhum esclarecimento ou motivo aparente. O superintendente da Supir (Superintendência de Igualdade Racial, Órgão da Secretaria de Assistência Social do RJ), Marcelo Dias e o presidente do Conselho Estadual dos Direitos dos Negros RJ(Cedine), Paulo Roberto dos Santos, entraram em contato com a chefe de Polícia, Marta Rocha, solicitando audiência ainda durante o carnaval para que haja esclarecimentos e apuração rápida do caso.

O advogado José Carlos de Oliveira resumiu o sentimento pela morte Isabel e conclamou entidades a participarem de mobilizações para a solução do caso. “Em respeito à memória desta mulher negra, advogada, guerreira e militante do movimento negro Dra. Isabel, sugiro aos companheiros e companheiras da CIR OAB/ Cabo Frio, CIR OAB/ RJ, Supir, Cedine, Comdedine, Ceperj, Cojira, Iara e demais entidades do Movimento Negro, que estas providências sejam tomadas imediatamente. Não há necessidade de esperar terminar o carnaval. Devemos começar Já! Quem pode participar deste mutirão? Quem pode contribuir de alguma forma para o êxito de nossas pretensões. O momento é união e luta do Movimento Negro e todas as CIR OAB do Estado do Rio de Janeiro”.
Fonte: Mamapress

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