Greve no Rio: Corpo de Bombeiros, PM e Polícia Civil suspendem paralisação


Decisão foi tomada na noite desta segunda-feira durante assembleia geral
bombeiros
Bruno Rousso, do R7
A greve dos bombeiros e policiais militares e civis do Estado do Rio de Janeiro foi suspensa até depois do Carnaval. A decisão foi tomada na noite de ontem (13) durante uma assembleia geral entre as três corporações, que aconteceu na Lapa, região central da capital fluminense. 
A assembleia foi marcada durante uma manifestação no domingo (12) em Copacabana, na zona sul do Rio, que pediu a libertação dos líderes presos. Cerca de 400 pessoas se reuniram com camisetas, faixas e cartazes em protesto pelas prisões dos militares e pela manutenção deles no presídio de Bangu 1, na zona oeste, e não em unidades prisionais militares.
Segundo Fernando Bandeira, presidente do Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis do Rio de Janeiro), a greve foi suspensa, porém o movimento vai continuar.
- Em respeito à população e ao turismo que cresce muito no Carnaval e em respeito aos nossos heróis, a greve está suspensa. Mas o nosso movimento não para até que todos estejam soltos. A partir de 0h desta terça-feira, todos voltarão ao trabalho.
Durante a assembleia, Ana Paula Matias, esposa do sargento Alex Matias, do 2º GMar (Grupamento Marítimo), disse que a manifestação deixou de ser um movimento por dignidade salarial para se transformar em um movimento por dignidade humana. Ana Paula representa a categoria dos bombeiros e se referia aos homens presos durante a paralisação.
- Nunca deixamos de atender à população. O que existe é a luta pela Justiça. A luta neste momento não é mais por dignidade salarial, é simplesmente pela dignidade humana. O único crime será manter esses homens presos.

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