Julgamento de chefes da maior milícia do Rio continua nesta quarta-feira


Milícia
Eles são acusados de tentar matar um fiscal de transporte alternativo em Guaratiba
Foto: Natalino e Jerominho participaram de audiência na terça-feira
O julgamento de quatro acusados de comandar a maior milícia do Rio, que atua na zona oeste da cidade, continua nesta quarta-feira (15). Na última terça-feira, a audiência prevista para começar às 10h só teve início depois das 16h. Oito testemunhas foram ouvidas. Os acusados respondem por tentativa de homicídio contra um fiscal de transporte alternativo, em Guaratiba, na zona oeste, há seis anos.
Os irmãos Natalino e Jerônimo Guimarães; o filho de Jerominho, Luciano Guinâncio Guimarães; e Leandro Paixão Viegas, o Leandrinho Quebra-Ossos, vão ser julgados no 4º Tribunal do Júri da Capital. Ricardo Teixeira Cruz, o Batman, também é acusado no processo, mas não será julgado desta vez.


Os acusados vão responder a denúncia do Ministério Público por tentativa de homicídio a tiros do despachante de Kombi Marcelo Eduardo dos Santos Lopes. O crime aconteceu em 15 de junho de 2005.
O objetivo da milícia, segundo a Promotoria, era tomar o controle de uma linha de van, para cobrar um pedágio de R$ 42 por dia útil de cada um dos 64 motoristas que faziam o trajeto Jardim Maravilha - Campo Grande, também na zona oeste. Marcelo conseguiu escapar do atentado, sem ser ferido.
Segundo a denúncia, o ataque teria sido cometido por Batman, Leandrinho Quebra-Ossos e Luciano Guinâncio, a mando dos irmãos Jerominho e Natalino, que seriam os chefes da milícia.
Em março de 2009, Jerominho, Natalino, Luciano, Batman e Quebra-Ossos foram condenados pela 42ª Vara Criminal da Capital pelo crime de formação de quadrilha armada. As penas variam de nove a dez anos de prisão. Outras cinco pessoas também foram condenadas.

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