As frases e os bordões de Chico Anysio

O humorista interpretou mais de 200 personagens ao longo de sua carreira e criou diversos bordões incorporados à memória do país
Chico Anysio
Chico Anysio (Oscar Cabral)

Com mais de 200 personagens criados ao longo da carreira, o humorista Chico Anysio inseriu diversos bordões na fala dos brasileiros. De um tempo em que nem se conhecia a expressão "politicamente correto", o ator cunhou expressões cheias de sagacidade e inteligência para debochar de grupos, rir de situações e eternizar figuras como o severo professor Raimundo, o decadente vampiro caipira Bento Carneiro e o deputado corrupto Justo Veríssimo.
Fora das telas, Chico Anysio ainda refletia sobre a vida e a morte. "Não tenho medo de morrer, tenho pena, porque morrendo não vou ver meus netos crescerem", disse, em entrevista ao programa Fantástico, durante uma homenagem. O ator também disse ter se arrependido de ter fumado por quarenta anos em sua vida.
Confira abaixo alguns dos mais famosos bordões do humorista.


'Aff, tô morta!'

Painho era o pai de santo mais famoso do Brasil

'Eu quero que o pobre se exploda'

O deputado corrupto Justo Veríssimo odiava os pobres

'E o salário, ó!'Professor Raimundo era bastante severo com seus alunos da Escolinha do Professor Raimundo


'Pra quem ri di eu, minha vingança sará maligrina!'

O vampiro brasileiro Bento Carneiro era decadente, vivia em um castelo mal cuidado e tinha sotaque caipira


'Eu faço a cabeça do João Baptista ou não me chamo Salomé'

Salomé, uma senhora gaúcha, era amiga do presidente da República da época, João Baptista Figueiro, e sempre conversava com ele pelo telefone

'Não garavo'

O ator Alberto Roberto era um canastrão. Com péssima dicção e incapaz de decorar suas falas, 
recusava constantemente os papéis que lhe ofereciam.



'Mas, hein?'

Jogador de futebol Coalhada se achava um craque, mas, na verdade, era um verdeiro perna de pau

'Eu trabalho na Globo'

O funcionário da Globo Bozó gostava de se dizer influente na diretoria da emissora para impressionar as pessoas

'É mentira, Terta?'

 

Mentiroso nato, o Coronel Pantaleão se aproveitava da submissão de sua mulher, Terta, para usá-la como testemunha para confirmar suas invenções
Da Veja

Comentários