Base da Marinha de São Pedro da Aldeia prepara e envia pilotos a Antártica


Angel Morote
Projeto Operantar, da Marinha do Brasil
Estação Comandante Ferraz atuava a todo vapor.
Atualmente, a base em São Pedro lamenta a perda dos colegas de 28 anos de pesquisa.
No sábado, dia 25 de fevereiro, o Brasil se comoveu com o incêndio que destruiu a maior parte da estação de pesquisa da Marinha na Antártica. Dois militares morreram. A base em São Pedro da Aldeia prepara e envia pilotos que atuam em missões no continente gelado. Gente que viu a Estação Comandante Ferraz atuar a todo vapor e que hoje lamenta a perda dos colegas e de 28 anos de pesquisa.

O capitão Marcos Lopes voltou ao Brasil há 17 dias. Piloto de helicópteros, passou quatro meses na Antártica e sentiu na pele as condições de trabalho no continente gelado.

Foi a segunda missão dele na Operantar, Operação da Marinha, que faz o transporte de carga e de pessoas do navio a estação Comandante Ferraz e pontos de pesquisa. Ele pertence a última equipe que retornou da Antártica antes do incêndio à base.

O fogo começou por volta das 2h da madrugada de sábado (25) no local onde ficam os geradores de energia da estação Comandante Ferraz. Na tentativa de combater o fogo, um militar se feriu e outros dois morreram. Os mortos foram o suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo e o primeiro sargento Roberto Lopes dos Santos.


Ao todo, 47 pessoas estavam na Estação Brasileira da Antártica na hora do incêndio, entre eles 30 pesquisadores e 15 militares da Marinha. O incêndio destruiu 70% da base científica. As equipes do Operantar não ficavam na estação e sim no navio ancorado próximo à base. Militares do esquadrão Hu-uno fazem essas missões.


O esquadrão Hu-uno tem 17 helicópteros. Sendo que oito possuem dois motores. São essas aeronaves que fazem as viagens a Antártica. São consideradas mais seguras para fazer sobrevoos em ambientes gelados, com neves e áreas mais isoladas. Uma característica são as calenagens pintadas de laranja, que tecnicamente ajudam na visualização.


O subsoficial Marco Antônio esteve na Antártica de entre outubro e dezembro. Ele lamenta o acidente e se diz pronto para próxima missão. A reconstrução da Estação Brasileira na Antártica ainda deve demorar. Provavelmente, terá que esperar até outubro, quando começa o verão no continente gelado.

Comentários