Chevron divulga imagens do novo vazamento na bacia de Campos


Empresa diz que equipamento novo captura maior parte do óleo
Reprodução / Chevron
 equipamento chevron
Novo equipamento foi desenvolvido para capturar gotas que vazam no Campo do Frade, na bacia de Campos

A Chevron do Brasil divulgou nesta segunda-feira (19) as primeiras imagens do vazamento de óleo na bacia de Campos, no litoral norte do Estado do Rio, detectado na última terça-feira (13), no Campo do Frade.
Este é o segundo vazamento identificado no Campo do Frade, ele fica a cerca de 3 km do local do acidente de novembro do ano passado.
No vídeo, é possível ver as gotas que sobem do solo. Ainda não há estimativa da quantidade de óleo que está gotejando.
De acordo com a empresa, a maior parte das gotas de óleo está sendo capturada pelos equipamentos de contenção que estão instalados na área do vazamento. A Chevron informou ainda que as peças foram desenvolvidas especialmente para atender ao acidente.
No último sábado (17) a empresa suspendeu, temporariamente, a produção no Campo Frade. Segundo a petroleira, o pedido de interrupção das atividades feito à ANP (Agência Nacional de Petróleo) foi aprovado pela agência.
Em nota, a Chevron também confirmou que uma mancha com extensão de 1 km foi identificada no Campo Frade. Ela apresenta um volume de 0,5 l e tem uma espessura de 0,0001 mm, e está localizada na mesma área onde a empresa havia identificado um afloramento de óleo de fissuras no fundo do mar.
Assista ao vídeo:
 
A petroleira disse ainda que a maior parte do óleo proveniente do afloramento está sendo coletada por equipamentos de contenção, especialmente desenvolvidos para esse fim e se necessário, novos equipamentos de contenção serão instalados.


Denúncia do MPF
O Ministério Público Federal anunciou na noite de sexta que vai investigar o segundo vazamento de óleo, em quatro meses, na bacia de Campos. O procurador Eduardo Santos de Oliveira decidiu denunciar a petroleira americana Chevron por crime ambiental.

Em novembro de 2011, a empresa foi responsável pelo vazamento de ao menos 2.400 mil barris de óleo no mar. O novo vazamento, ocorrido no dia 13 de março deste ano, acontece em fissura de cerca de 800 m de comprimento, a cerca de 1,2 km de profundidade - a fenda se localiza a cerca de 3 km do local do acidente do ano passado. A empresa estima que apenas 5 l de óleo estejam dispersos no mar.

Especialistas, no entanto, suspeitam que o vazamento seja maior que o informado pela empresa. Técnicos do Ibama acreditam que houve uma falha na cimentação do poço do primeiro vazamento e que o segundo incidente tem relação com o anterior.

O sindicato dos petroleiros do Rio também se manifestou e quer que a empresa seja proibida de vez de operar no Brasil.

Ibama cobra detalhes da Chevron

O Ibama notificou a empresa na sexta-feira (16) a apresentar informações detalhadas sobre as ações de prevenção do impacto ambiental causado pelo novo vazamento.

A Chevron tem até próxima terça-feira (20) para atender a notificação. Está prevista para quarta-feira (21) uma reunião entre técnicos do Ibama, da Marinha e Agência Nacional do Petróleo para uma avaliação conjunta.

Na última terça-feira (13), a Chevron encaminhou ao Ibama um "Comunicado Inicial de Incidente", conforme determina a Lei do Óleo (Lei 9966/00). No documento, informava que à 0h do dia 13 foram identificados três pontos de afloramento localizados a 3.000 m a leste do poço onde ocorreu o vazamento de novembro do ano passado.

Em sobrevoo realizado quarta-feira (14), foram observadas pequenas bolhas de óleo na área, informou o Ibama. A Chevron adotou as seguintes providências quanto à proteção do meio ambiente: dispersão mecânica e instalação de três pequenos sistemas de contenção subaquáticos na nova fissura para contenção do óleo.

A Chevron, que não estava autorizada a perfurar novos poços nem injetar água no Campo de Frade desde o último acidente, informou ao Ibama que pediu à ANP a suspensão temporária das operações de produção de petróleo no campo.

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