Cristina Kirchner chama jornalistas de "nazista" e "antissemita"


A presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner (foto), voltou a fazer ataques nesta segunda-feira aos dois maiores jornais do país, "La Nación" e "Clarín", no lançamento do Plano Nacional de Igualdade Cultural, na Casa Rosada.
O jornalista Osvaldo Pepe, do "Clarín", foi chamado de "nazista", enquanto Carlos Pagni, do "La Nación", de "antissemita" pelas críticas ao vice-ministro de Economia, Axel Kicillof, por sua atuação no governo e militância no movimento La Cámpora, de apoio à presidente.
A agrupação política da juventude peronista é chefiada pelo filho de Cristina, Máximo Kirchner, e controla pontos chaves do governo argentino, como a companhia aérea Aerolíneas Argentinas e a agência oficial de notícias Télam.
"Folheando os jornais parei para ler o editorial da página 2 e senti angústia pelo que diziam. Falavam de La Cámpora, que escolheram como objetivo".


Sobre Pagni, que qualificou Kicillof de marxista, disse que tinha "um tufinho antissemita". "A direita sempre teve algo de antissemita".
Em relação a Pepe, afirmou que o artigo era "muito nazista" e "se parecia muito" com o que afirmava o ex-ditador Jorge Rafael Videla, que governou o país entre 1976 e 1981. "Algumas pessoas se irritam quando os jovens cantam com tanta alegria"
Cristina ainda criticou os jornais, dizendo que "em outra época dariam medo, agora dão pena".
Do Folha.com

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