Kit anti-homofobia: Crivella livra cara de Haddad


Menos de 72 horas depois de tomar posse no cargo de Ministro da Pesca, o bispo-senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) começou a fazer o que Dilma Rousseff e o PT esperam dele: defendeu Fernando Haddad, o petista que Lula indicou para disputar a prefeitura de São Paulo.
Crivella isentou Haddad de ‘culpa’ no caso do kit anti-homofobia. O material foi produzido no ano passado, sob o patrocínio do Ministério da Educação, supostamente gerido na época por Haddad. Seria distribuído nas escolas.
Serviria para mostrar à criançada que homossexualismo não é pecado. Uma virulenta reação da bancada da Bíblia no Congresso fez com que o obscurantismo prevalecesse sobre a pedagogia. Por ordem de Dilma, a iniciativa foi cancelada.
Neste domingo (4), em visita a colônias de pescadores, no Rio de Janeiro, Crivella disse que Haddad “jurou, com os pés juntos, que não produziu” o kit diabólico. Hã?!? Ele “disse que foi uma ONG contratada pelo ministério.”


A pretexto de ajeitar a situação de Haddad junto ao eleitorado carola, Crivella terminou por convertê-lo num administrador de fancaria. A platéia foi como que estimulada a inquirir os próprios botões.
Quer dizer que o ministério contrata uma ONG para lidar com tema eivado de polêmica, torra dinheiro público e o ministro não sabia? Ora, francamente, quem diabos geria a pasta enquanto Haddad preparava sua candidatura?

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