Marinha sobrevoa nova mancha de óleo na bacia de Campos


 Vazamento
Um inspetor da Marinha brasileira sobrevoou na manhã desta terça-feira (20) o Campo de Frade, na Bacia de Campos, no norte fluminense, para tentar dimensionar a extensão da mancha de óleo decorrente de novos vazamentos de óleo na área. A Chevron, petroleira americana que opera no local, anunciou na última quinta-feira (15) que um novo acidente ocorreu a aproximadamente 3 km de onde ocorreu um vazamento de pelo menos 2.400 barris de óleo em novembro passado.
Apesar do segundo vazamento, o diretor de assuntos corporativos da multinacional, Rafael Jaen, informou na noite de segunda-feira (19) que a empresa americana não tem intenção de deixar o País e que os planos de investimento no Brasil continuam. A Justiça Federal chegou a determinar impedimento de 17 funcionários da empresa de deixar o Brasil. 
- Não estamos pensando em deixar o Brasil. Queremos ficar no País a longo prazo, já que os planos de investimento no Brasil continuam.
A petroleira informou que suspendeu, temporariamente, a produção no local, com o objetivo de fazer um estudo detalhado do que poderia ter causado o afloramento de óleo no local. A empresa, no entanto, não descarta a possibilidade de novos vazamentos na região.

- Nós paramos temporariamente como medida de precaução. O propósito disso é poder fazer todos os estudos para atingir às conclusões. Ainda não é possível afirmar se o local corre o risco de novos vazamentos, isto ainda está no campo das hipóteses. Temos uma equipe de 20 especialistas que já começaram a trabalhar para responder a essas questões.

O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) notificou a companhia e deu um prazo para que a Chevron preste informações detalhadas ao governo sobre os vazamentos ocorridos no Campo de Frade, na bacia de Campos, assim como sobre as ações emergenciais adotadas para sanar o problema. O prazo para o envio das informações é até a próxima terça-feira (20). O diretor de assuntos corporativos, no entanto, informou que desconhece o prazo, mas que a Chevron apresenta um relatório diário à ANP (Agência Nacional de Petróleo) sobre o segundo vazamento.

- Eu desconheço esse prazo. Tudo o que tínhamos que entregar à ANP, referente ao primeiro vazamento, já foi entregue e estamos passando um relatório diário sobre este segundo ponto.

Em relação às conseqüências ambientais causadas pelo segundo vazamento, Jaen disse que um coletor foi instalado na fissura onde ocorre o vazamento e que a companhia está fazendo a limpeza da mancha causada pelo afloramento de óleo.

- A ANP autorizou que nós fizéssemos a dispersão mecânica da mancha, que consiste em jogar um jato de água em cima do óleo. Esse trabalho já está sendo feito.

Chevron divulga imagens do novo vazamento. Veja:

  

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