Em Búzios, acidente fatal com Bugre conduzido por turistas chilenos: proprietário desaparece



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Por Bruno Almeida
Foto: Os investigadores da polícia que apuram o acidente que matou um turista chileno, na sexta-feira (16), ainda não conseguiram localizar o dono do carro.
Foi identificado o taxista que, há duas semanas, se envolveu no acidente que deixou um morto e dois feridos, em João Fernandes. As vítimas, chilenos, estavam em um bugre alugado sem autorização da prefeitura, e o motorista (que morreu) não tinha permissão para dirigir no Brasil. 
O taxista se chama Tiago, e alega ter prestado esclarecimentos aos policiais no momento do acidente. Segundo a Coordenadoria de Trânsito e Transporte da Prefeitura, Tiago cogitava receber indenização, já que o bugre atingiu seu carro, deixando parte da lateral traseira arranhada. Mas os próprios policiais o aconselharam a remover essa ideia da cabeça, pela dificuldade: as vítimas são estrangeiras, e um veio a óbito. 
Tiago diz que não estava estacionado na curva, e sim em um recuo, para que os turistas que ele levava pudessem tirar fotos. Já o dono do bugre usava um sobrado em cima do Banco do Brasil para locações clandestinas (ele possuía pelo menos outro bugre sem autorização para alugar), e se chama Flávio Streva Sene. Sumido da Cidade desde o dia do acidente, ele está sendo procurado pela polícia. Fiscais da Prefeitura tentaram obter o contrato de locação no Hospital Municipal, mas a direção negou-se a entregar sem o consentimento das vítimas, que já retornaram ao Chile.  
A Prefeitura diz que os ‘piratas de bugres’ estão sendo perseguidos, mas espera que a população denuncie mais, para que possa haver os flagrantes. Os chilenos que sobreviveram, dois irmãos, diziam, no momento do acidente, que o motorista do bugre ‘corria como um louco’, e não se lembram do bugre ter batido no Meriva do taxista. Afirmam também que o acelerador do bugre estava travando desde a hora em que o alugaram, e na subida da Rua João Fernandes havia ficado ‘como que pisando fundo, sem controle’. O resultado da perícia deve estar pronto em um mês. 

Do JPH

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