Em Campos, rodoviários completam quatro dias de greve sem previsão de volta

Empresários ofereceram 16% de reajuste, mas trabalhadores querem 23%
Carlos Grevi / Agência Ururau
Greve Ônibus
População de Campos usa as vans enquanto rodoviários estão em greve

Os rodoviários de Campos dos Goytacazes, no norte do Estado do Rio de Janeiro, continuam em greve nesta sexta-feira (20). Eles não aceitaram a proposta de 16% de reajuste. Eles querem 23%.
O presidente do sindicato dos Rodoviários, Roberto Virgílio, explicou que uma pequena parte da categoria, principalmente os trabalhadores da empresa Tamandaré, aceitou a oferta dos empresários, mas a maior parte dos rodoviários rejeitou. Eles votaram em várias assembleias nas garagens e pontos de ônibus da cidade na tarde desta sexta-feira.


Essa foi a segunda proposta dos empresários. A primeira previa um reajuste de 10%.
Uma nova assembleia foi marcada para a manhã de sábado (21) no centro de Campos. O objetivo é reunir todos para definir os rumos da greve.
Os rodoviários estão em greve desde a última terça-feira (17). Eles reivindicam a equiparação salarial com os trabalhadores de Macaé, no norte do Estado, e Niterói, na região metropolitana. Hoje o piso salarial em Campos é de R$ 1.283,40 e o reajuste seria para R$ 1.578,36. Os empresários do setor alegam que não têm recursos para arcar com esse aumento, já que a tarifa não é reajustada há quatro anos.
Na última quarta-feira (18), um grupo de manifestantes atacou pelo menos sete ônibus nas principais ruas da cidade. Eles quebraram vidros e para-brisas. Os ônibus circulavam para cumprir uma determinação judicial que obrigava que 30% da frota atendessem à população.
Durante a greve a população usou basicamente as vans. A  Emut (Empresa Municipal de Transporte) intensificou a fiscalização para evitar abusos, como o aumento do valor da passagem, super lotação, vans clandestinas ou qualquer situação que coloque em risco os usuários.

Comentários