Bom dia! O resumo das principais notícias dos jornais desta quarta-feira, 30 de maio.

O Globo

Manchete: A guerra do mensalão - 'Brasil não é a Venezuela, onde Chávez prende juiz’
Ministro Gilmar Mendes diz que pressão sobre o STF é coisa de gângster

Num clima acirrado pela iminência do julgamento do mensalão, o ministro Gilmar Mendes, do STF, afirmou que existe uma tentativa de controlar e enfraquecer a Corte. Ao GLOBO, disse: “O Brasil não é a Venezuela de Chávez; ele mandou até prender juiz.” Para Gilmar, o objetivo é atingir a independência do STF: “O intuito, obviamente -, é afetar a própria instituição, trazê-la para a vala comum.” Repetiu que o ex-presidente Lula o pressionou a adiar o julgamento e o acusou de centralizar a divulgação de informações falsas contra ele, numa manobra que associou a gângsteres. O PT conclamou a militância a defender Lula, que não se pronunciou. A oposição quer o ex-presidente na CPI. A Procuradoria Geral mandou para o MP do DF o pedido de investigação sobre Lula. (Págs. 1 e 3 a 9)

Fotolegenda: Não vale o que está dito
Citando Ismael Silva, Demóstenes Torres argumentou no Conselho de Ética que “nem tudo o que se diz se faz”. Ele afirmou que não agiu em defesa de Cachoeira, apesar de diálogos gravados pela PF indicarem o contrário. (Págs. 1, 10 e 11)
CPI quebra sigilo da Delta em todo o país
Em manobra apoiada por PT, PSDB e PMDB, a CPI que investiga a relação do bicheiro Carlinhos Cachoeira com políticos e empresários aprovou a quebra do sigilo bancário, fiscal e telefônico da matriz da empreiteira Delta. Mas abortou a tentativa de convocar os governadores Marconi Perillo (PSDB-GO), Agnelo Queiroz (PT-DF) e Sérgio Cabral (PMDB-RJ). A quebra do sigilo foi aprovada por 28 votos a um — o único voto contra foi do ex-líder do governo na Câmara Cândido Vaccarezza, ligado a Lula e flagrado há duas semanas tranqüilizando Cabral sobre a CPI. A quebra de sigilo vai de janeiro de 2003 até hoje. A convocação de governadores só volta à pauta após a CPI analisar se pode ou não investigar chefes do Executivo. (Págs. 1, 12 a 14)

Elio Gaspari

Lula, Gilmar Mendes e Nelson Jobim produziram um escracho constrangedor para o Judiciário.

Ilmar Franco

Tucanos farão pente-fino nos contratos do governo federal. Petistas, nos de governos tucanos.

Editorial

Julgar logo o mensalão é a melhor resposta à torpe manobra de interferir no Judiciário.

Novo Cade provoca corrida por fusões
A entrada em vigor do novo Cade; ontem, com regras mais restritivas para fusões e aquisições de empresas, provocou uma corrida para o fechamento de negócios no país. Em dois dias foram seladas 17 operações no valor de R$ 10 bilhões. A Leader, por exemplo, foi comprada pelo banco BTG, e até a churrascaria Fogo de Chão foi abocanhada por um fundo americano. (Págs. 1 e 25)
Exigir cheque-caução em hospital já é crime
Desde ontem, exigir cheque-caução para atendimento emergencial em hospitais é crime. A lei foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff e prevê detenção de três meses a um ano e multa. Se o paciente morrer por falta de atendimento, a prisão pode chegar a três anos. (Págs. 1 e 32)
Investimentos espanhóis no Brasil desabam
Com o agravamento da crise, os investimentos de empresas da Espanha no Brasil caíram 84% no primeiro quadrimestre do ano. Os recursos encolheram de US$ 4,699 bilhões, em igual período de 2011, para US$ 738 milhões. Ontem, o risco-Espanha no mercado atingiu o maior nível desde 1999. (Págs. 1 e 28)
EUA e Europa retaliam Síria; Brasil, não
Os EUA e vários países ocidentais expulsaram os embaixadores da Síria, em retaliação coordenada ao massacre de 108 civis por forças do regime de Bashar al-Assad na noite de sexta-feira para sábado. O Brasil não aderiu à medida, sob a justificativa de manter aberto um canal de diálogo com Damasco. (Págs. 1 e 33)
O tesouro arqueológico do Leblon
A construção de um prédio de seis andares no Leblon foi interrompida em fevereiro por um motivo inusitado: as escavações trouxeram à tona achados arqueológicos que podem reescrever a história da ocupação do bairro. A pedido do Iphan, duas arqueólogas analisam 500 fragmentos de objetos dos séculos XVIII e XIX encontrados, como pedaços de louças ferramentas, ossos, azulejos, parte de um muro não residencial e até uma moeda datada de 1700. (Págs. 1 e 16)
Atlas revela que a destruição da Mata Atlântica diminuiu no Rio. Minas e Bahia são os que mais desmatam (Págs. 1 e Ciência)


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Folha de S. Paulo

Manchete: Meta de Lula é melar o julgamento, diz Mendes
Para ministro do STF, ex-presidente faz intrigas para adiar decisão do mensalão

O ministro do STF Gilmar Mendes afirmou que Lula fomentou intrigas contra ele para constranger o tribunal e tentar “melar” o julgamento dos réus do mensalão, previsto para este ano.

Segundo Mendes, o ex-presidente agiu como “central de divulgação” de informações sobre sua ligação com o senador Demóstenes Torres e Carlinhos Cachoeira, acusado de corrupção. (Págs. 1 e Poder A4)

Elio Gaspari
Trinca do escracho produz situação constrangedora para o Judiciário. (Págs. 1 e Poder A8)
CPI quebra sigilos da construtora Delta no país todo (Págs. 1 e Poder A9)


Demóstenes nega lobby e diz que só queria testar Cachoeira
Em seu primeiro depoimento ao Conselho de Ética do Senado no processo que pode causar sua cassação, o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) negou ter usado o mandato para fazer lobby para Carlinhos Cachoeira e disse que informou o “amigo” com antecedência sobre uma operação da PF para “testar” se ele tinha atividades ilegais. (Págs. 1 e Poder A12)

Fernando Rodrigues

Se a tese do senador vencer, um novo manual do crime estará lançado. (Págs. 1 e Opinião A2)

Fotolegenda: Dia da caça...
Demóstenes Torres, ontem, ao depor no Conselho de Ética do Senado, onde foi ouvido...

...por Renan Calheiros, que nada questionou, e Collor, que só fez perguntas leves ao colega

... e dia caçador

Em 2007, Demóstenes atacava Calheiros por suposta quebra de decoro, e ele se defendia. (Pág. 1)

Governo prevê taxa de juros abaixo de 8% até agosto
Integrantes do governo Dilma consideram que a piora da crise na Europa cria condições para que a taxa básica de juros fique abaixo de 8% ao ano até agosto. Na reunião de hoje do Copom, a equipe prevê que a Selic caia dos atuais 9% para 8,5% — a mais baixa da história.

Novos dados mostram que a indústria paulista teve em abril o pior resultado para o mês desde 2006. (Págs. 1 e Poder A14)

Valets terão que usar talão oficial a partir de julho
Com o objetivo de evitar a sonegação e facilitar a fiscalização, a partir de 1º de julho todos os valets da cidade terão de trabalhar com cupons padronizados, emitidos da cidade terão de trabalhar com cupons padronizados, emitidos pela prefeitura. O valet pego sem talões terá multa de R$ 600 por veículo. O valor do serviço será definido pelos valets. (Págs. 1 e Cotidiano C1)
Diplomatas sírios são expulsos após massacre
Numa retaliação à Síria pelo massacre do fim de semana, EUA, França, Reino Unido e mais sete países decidiram expulsar embaixadores e outros diplomatas sírios. O Itamaraty disse que o Brasil repudia os ataques, mas não fará expulsões.

O ataque, um dos mais sangrentos em 14 meses de levante da oposição, deixou 108 mortos — 49 crianças e 20 mulheres. O presidente da França, François Hollande, disse que uma intervenção militar no país não deve ser descartada. (Págs. 1 e Mundo A16)

Editoriais
Leia “A céu aberto”, sobre falta de saneamento básico, e “Caminho contra Damasco”, a respeito de reação internacional a massacre na Síria. (Págs. 1 e Opinião A2)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Lula ajuda ‘bandidos’ que querem ‘melar’ mensalão, diz Gilmar
Ministro do STF se considera alvo de boatos que, segundo ele, o petista espalha

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, disse que o ex-presidente Lula está dando vazão a boatos criados para abafar o julgamento do mensalão. Gilmar acusou “gângsteres”, “bandidos” e “chantagistas” de tentar “melar” o processo ao disseminar informações segundo as quais ele teria recebido favores do contraventor Carlinhos Cachoeira. As declarações foram dadas um dia depois de Lula se dizer “indignado” com a acusação de Gilmar de que ele o teria pressionado a adiar o julgamento do mensalão. Em entrevista ao repórter Fausto Macedo, o ministro acusou Paulo Lacerda, ex-diretor da Polícia Federal, de divulgar as “fantasias” a seu respeito. (Págs. 1 e Nacional A4 e A6)

Gilmar Mendes
Ministro do Supremo

“Minha surpresa foi saber que o próprio Lula estava se incumbindo de divulgar essa fantasia de que Cachoeira pagou minhas despesas. Ele está muito mal assessorado”

CPI quebra sigilo da Delta e adia convocação de governadores
A CPI do Cachoeira aprovou ontem a quebra do sigilo bancário, fiscal e telefônico da empresa Delta Construções em todo o País, desde 1° de fevereiro de 2002, o que inclui o período do governo Lula. PT, PMDB e PSDB fizeram acordo para adiar a votação da convocação dos governadores de Goiás, Marconi Perillo; do Distrito Federal, Agnelo Queiroz; e do Rio, Sérgio Cabral. (Págs. 1 e Nacional A8)
Demóstenes se complica
Ao Conselho de Ética, o senador admitiu que Carlinhos Cachoeira pagava as contas do aparelho Nextel pelo qual conversavam. (Págs. 1 e Nacional A9)
PMs da Rota matam seis e são presos em flagrante
Pela primeira vez na história, três policiais da Rota foram presos em flagrante sob a acusação de homicídio. Eles teriam executado um homem detido após tiroteio na zona leste. No confronto, segundo a Rota, outras 5 pessoas morreram, 3 foram presas e 5 fugiram. Todos seriam do PCC, portavam armas e foram flagrados pelos PMs, que souberam da ação na véspera. (Págs. 1 e Cidades C1 e C3)

Marcelo Godoy

A relação dos governos com a Rota sempre foi pendular: estimular ou conter a ação da unidade. (Págs. 1 e Cidades C3)

Países expulsam diplomatas sírios
Na mais dura advertência contra Bashar Assad, embaixadores sírios foram expulsos de França, Alemanha, Reino Unido, Espanha, EUA, Canadá e Austrália. (Págs. 1 e Internacional A14)
Cade alerta quem apressou negócio
Com novas regras de avaliação de fusões e aquisições, empresas se apressaram e fecharam pelo menos 15 negócios em 2 dias. O Cade, porém, diz que fará análise rigorosa. (Págs. 1 e Economia B1)
Ameaça cinza
Indústria impede País de cumprir metas de redução de emissões. (Págs. 1 e Planeta Rio+20)
Celso Ming
Mais embaixo

Hoje, o Copom deverá anunciar o mais baixo nível dos juros básicos da história do Banco Central, criado em dezembro de 1964. (Págs. 1 e Economia B2)

Notas & Informações
Os vetos e a MP da presidente

Com o Código Florestal, Dilma Rousseff conseguiu desagradar a ruralistas e ambientalistas. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense

Manchete: Carola, mas nada santo
Em depoimento, Demóstenes confessou que até a conta do telefone Nextel que ganhou de Cachoeira foi paga pelo bicheiro. Mas, acredite, alegou desconhecer as atividades criminosas do contraventor. Por três vezes, evocou o sambista Ismael Silva — "Nem tudo que se diz se faz" —, tentando desqualificar as tramoias flagradas em escutas pela PF. E até apelou para a fé: "Sou carola". Nada disso comoveu a Comissão de Ética do Senado, que deve recomendar sua cassação. A esperança do senador é a votação secreta no plenário. Na CPI, um avanço: foi aprovada a quebra do sigilo da Delta no país. (Págs. 1, 22 e 33)
Gilmar acusa Lula de espalhar boatos
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo, acusou gângsteres de divulgar informações falsas contra ele — como a de que teria viajado à Alemanha por conta de Cachoeira — para atingir o tribunal e tentar melar o julgamento do mensalão. “As notícias que me chegaram era de que ele (Lula) era a central de divulgação disso”, afirmou. E apresentou recibos para provar que a viagem foi paga pelo STF. “Para esclarecer tudo isso, bastava um telefonema para a embaixada. Não precisava se fazer essa rede de intriga.” (Págs. 1 e 4)

A gente está lidando com gângsteres. Vamos deixar claro: estamos lidando com bandidos, que ficam plantando essas informações”

“Claro que isso é uma armação. Mas não é para me atingir. Era para atingir o tribunal, criar um clima de corrupção geral”

“O objetivo era melar o julgamento do mensalão. Dizer que o Judiciário está envolvido em uma rede de corrupção”

“Tentaram fazer isso com o (procurador-geral da República, Roberto) Gurgel e estão tentando fazer isso agora"

Esquema de Brunelli pode chegar a R$ 3,6 mi
Há suspeitas de que os desvios de verbas públicas para uma associação ligada à família do ex-distrital começaram em 2005, o que dobraria o valor do rombo inicialmente calculado — R$ 1,7 milhão. Júnior Brunelli ficará preso por pelo menos mais cinco dias. (Págs. 1, 21 e 22)
Onda de negócios para fugir do Cade
A compra e a fusão entre empresas tiveram nos últimos dias R$ 10,5 bilhões em transações no país. Tudo para escapar da nova legislação de defesa da concorrência. Até uma rede de churrascarias foi vendida a estrangeiros. (Págs. 1 e 9)
Hospitais: Prisão para quem exigir garantias
Lei sancionada pelo governo torna crime cobrar cheque-caução antes do atendimento nas emergências. (Págs. 1 e 8)
Férias: Julho com praia e preços mais baixos
Viajar no inverno para o litoral tem suas vantagens: hotéis, passeios e restaurantes ficam mais baratos. (Págs. 1 e Turismo, Capa)
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Valor Econômico

Manchete: SuperCade apressa onda de aquisições de R$ 10 bi
O mercado brasileiro acompanhou uma enxurrada de operações de fusões e aquisições nos últimos dois dias. Foi quase uma compra de empresa a cada três horas entre segunda e terça-feira, com 19 negócios fechados por empresas de diversos setores e que somaram mais de R$ 10 bilhões. O ritmo frenético coincide com a entrada em vigor da lei que cria o “SuperCade” e que determina que as operações sejam submetidas à aprovação prévia do Conselho Administrativo de Defesa Econômica.

Pelas próximas duas semanas, o período de transição para a nova lei da concorrência, mais negócios serão divulgados, apontam dois escritórios de advocacia que finalizaram 11 contratos nos últimos 5 dias. Mesmo nos casos em que as negociações não estavam tão avançadas optou-se por firmar pré-contratos e seguir o ritual até então vigente. (Págs. 1, B1, B4, B5 e B6)

Mercedes faz ‘dispensas’ por 5 meses
A Mercedes-Benz vai suspender por até cinco meses o contrato de trabalho de 1,5 mil funcionários na fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista. A montadora usa o mecanismo pela primeira vez em sua história de mais de 50 anos no país. O anúncio vem no rastro de uma série de medidas e acordos trabalhistas feitos por fabricantes de veículos pesados para ajustar a produção à queda das vendas. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a Scania fez acordo para suspender a produção por 20 dias. Na Ford, que usa o banco de horas para adequar sua atividade, foram feitas 21 de um total de 40 paradas previstas para até dezembro. Em Curitiba, a Volvo interromperá por seis dias a produção de caminhões. (Págs. 1 e B7)
Santander rejeita vender a operação brasileira
O presidente do Santander Brasil, o espanhol Marcial Portela Alvarez, é taxativo ao dizer que a unidade não está à venda. “Não existe qualquer negociação para a venda do banco, e a matriz não quer vender”, afirmou ontem ao Valor, em referência a especulações recentes sobre negociações para venda do controle ou parte do banco no país.

Portela, que chegou ontem de Madri, após reuniões com Emilio Botín, presidente do conselho do banco, descartou também a venda de uma participação minoritária relevante. A única intenção da matriz é vender uma pequena fatia de 1,5% a pouco mais de 2% para atender às exigências da BM&F Bovespa de que o banco atinja um “free float” mínimo de 25%. O mais provável é que seja uma colocação privada, e não oferta pública. “O grupo não precisa de capital”. (Págs. 1 e C16)

Ouro traz ganhos ilusórios
O brasileiro que apostou em ouro em janeiro garantiu, até segunda-feira, rentabilidade de 5,68%. Nada mal quando se compara com a queda de 2,72% do índice Bovespa. Ou com a variação de 3,88% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), o juro que serve de referencial para as aplicações mais conservadoras. O retomo do ouro só está próximo ao do dólar, de 6,1% no acumulado do ano. E não se trata de coincidência.

O que ao investidor parece brilho do ouro é, na realidade, em grande parte emprestado do dólar, diz Alexandre Espírito Santo, do Ibmee-RJ. É preciso olhar para a cotação internacional determinada na Bolsa Mercantil de Nova York Nesse caso, a valorização até a última segunda-feira foi só de 2,78%. (Págs. 1, D1 e D2)

Desaceleração da China já afeta CBMM
A maior produtora de nióbio do mundo, a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), vai rever suas previsões de vendas neste ano por causa da desaceleração na China, seu maior cliente. Mesmo assim, mantém o cronograma de investimentos de R$ 1 bilhão para a expansão da capacidade de produção, disse ao Valor o diretor- geral da companhia, Tadeu Carneiro.

O que pode ajudar a empresa a ampliar as exportações, principalmente para os chineses, é o fato de, no ano passado, um grupo de empresas chinesas do setor siderúrgico ter comprado 15% da CBMM, que pertence à família Moreira Salles - acionista do Itaú-Unibanco. Outros 15% foram comprados, também em 2011, por japoneses e coreanos. (Págs. 1 e B8)

UE prepara disputa comercial inédita contra chineses na OMC
Em fevereiro, as duas autoridades mais graduadas da União Européia chegaram a Pequim para pedir um favor caro a seus anfitriões: dezenas de bilhões de euros para ajudar a apagar as chamas da crise da dívida no continente europeu. Enquanto isso, em Bruxelas, burocratas tramavam algo completamente diferente — reuniam evidências para uma disputa comercial sem precedentes que, dizem observadores, pode provocar uma escalada dramática nas tensões com a China.

A UE se baseia em alegações de que o governo chinês subsidiou ilegalmente suas companhias de equipamentos de telecomunicações, como Huawei e ZTE, que estão crescendo em ritmo acelerado, ajudando-as a abocanhar negócios de concorrentes como Nokia e Alcatel. Se for em frente, será a primeira vez que a UE abre uma investigação comercial por iniciativa própria, e não a pedido de uma companhia europeia. (Págs. 1 e A10)

Investidor vê dívida do Brasil como aposta segura
Investidores estão se posicionando firmemente em títulos de dívida brasileiros, apesar de desprezarem outros emergentes. Desde março, aplicaram US$ 18 milhões em fundos que pos suem principalmente débitos emitidos por companhias e agências governamentais brasileiras, de acordo com a firma de dados financeiros EPFR Global, num momento em que a moeda e a bolsa do país estavam em queda. Os fundos de ações brasileiros registraram a saída líquida de US$ 89 milhões no período.

O mercado de dívida brasileira oferece exposição ao estável crescimento doméstico e ao baixo nível de déficit público. São fatores que ajudam a compensar o impacto da crise na Europa e da desaceleração na China, os dois maiores causadores da recente liquidação de posições nos mercados emergentes. (Págs. 1 e B11)

Senador boliviano alega perseguição e pede asilo ao Brasil (Págs. 1 e A10)


Varejo se ajusta à queda da renda na União Européia (Págs. 1 e B11)


Copersucar prevê mais um ano difícil, diz o CEO Paulo Roberto de Souza (Págs. 1 e B14)


Esforço poupador
Pesquisa da Fundação Getulio Vargas mostra que, em abril, o esforço dos consumidores para poupar foi recorde. O percentual de pessoas que afirmaram ter guardado parte dos rendimentos foi de 26,9%, o mais alto desde setembro de 2005. (Págs. 1 e A3)
Soros na banda larga
Com aporte de R$ 500 milhões, só em 2012, de fundo do megainvestidor George Soros, a holding Quattro Sunrise, formada por duas pequenas empresas, prepara-se para disputar o mercado de banda larga de 4G. (Págs. 1 e B2)
Embraer e Telebras em satélites
Embraer e Telebras assinaram acordo para criação da Visiona Tecnologia Espacial, que será responsável pela compra do Satélite Geoestacionário Brasileiro. O equipamento vai atender o governo, o programa nacional de banda larga e transmissões de defesa. (Págs. 1 e B3)
Teva ainda busca ativos no Brasil
A farmacêutica israelense Teva, maior fabricante mundial de genéricos, voltou a analisar ativos no Brasil. Após tentar comprar a goiana Geolab, no início do ano, agora a companhia negocia com Prati-Donaduzzi, do Paraná. (Págs. 1 e B6)
Turismo musical ganha força no país
Ainda longe dos resultados obtidos nos EUA e Europa — o turismo musical rende mais de 1,4 bilhão de libras por ano ao Reino Unido —, a entrada do Brasil no circuito mundial de shows atrai turistas e divisas, do país e do exterior, às cidades dos eventos. (Págs. 1 e D5)
Negócio com inidôneas gera crédito
Tribunal de Impostos e Taxas do Estado de São Paulo valida créditos de ICMS de contribuintes que compraram mercadorias de fornecedores irregulares. Mas cabe ao contribuinte comprovar sua boa-fé e que a venda ocorreu de fato. (Págs. 1 e E1)
Portos
Ampliação e melhoramento dos acessos aos portos brasileiros — seja das cargas, por rodovias e ferrovias, ou a movimentação dos próprios navios — são alguns dos principais desafios para aumentar a competitividade do país e deverão consumir 65% dos investimentos no setor até 2030. (Págs. 1 e Caderno especial)
Ideias
Cristiano Romero

O governo anuncia nos próximos dias medida para estimular a renegociação de dívidas bancárias até R$ 100 mil. (Págs. 1 e A2)

Ideias
Martin Wolf

Os líderes alemães terão de escolher entre o naufrágio da zona do euro ou uma mudança de curso. (Págs. 1 e A13)

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Estado de Minas

Manchete: Onde mora o perigo
Imóveis abandonados em áreas nobres de BH já são ou podem virar abrigo de marginais

Enquanto a mansão na Savassi, ex-refúgio de um bando que aterrorizava comerciantes e moradores, é lacrada pelos proprietários após notificação da prefeitura, levantamento da polícia e do Estado de Minas aponta pelo menos mais 18 casas abandonadas correndo o mesmo risco. Elas estão em Lourdes, Centro, Santo Agostinho e na própria Savassi. Alguns desses endereços já são frequentados por moradores de rua e viciados em crack, levando temor à vizinhança. O comandante da 4ª Companhia do 1º Batalhão da PM, major Carlos Alves, disse que serão identificadas as moradias de suspeitos de crimes e localizados os donos para que façam a retirada das pessoas e o fechamento dos acessos. (Págs. 1 e 19)

Demóstenes se diz traído por Cachoeira
O senador Demóstenes Torres negou ao Conselho de Ética do Senado saber que Cachoeira fosse bicheiro. Mas se calou ao ser lembrado que integrou a CPI do Bingo, responsável por indiciar o contraventor. E admitiu ter usado rádio pago por ele. A CPI que apura as ações de Cachoeira adiou de novo a convocação dos governadores e quebrou os sigilos da Delta Construções. (Págs. 1, 3 e 4)
Ministro acusa Lula de espalhar boatos
Gilmar Mendes disse que uma quadrilha planta informações para manchar o Supremo, inclusive a de que ele teria voltado da Alemanha em avião fornecido por Cachoeira. Afirmou que o ex-presidente era a “central de divulgação” de boatos, com o objetivo de “melar” o julgamento do mensalão. (Págs. 1 e 6)
Ditadura - Delegado: desaparecido foi executado
Livro de ex-delegado do Dops conta como foi morto em 1975 o dirigente do PCB clandestino Nestor Vera. E indica um cemitério clandestino onde o corpo foi enterrado a 50 quilômetros de BH. Local será alvo de buscas. (Págs. 1 e 7)
Desmate: MG destruiu mais a mata atlântica
Estado foi o campeão de extermínio da floresta entre 2010 e 2011. Segundo levantamento do Instituto de Pesquisas Aeroespaciais (Inpe) e da ONG SOS Mata Atlântica, foram devastados em Minas 6.339 hectares do bioma. (Págs. 1 e 21)
Fusões antes do SuperCade
Nos cinco dias antes da entrada em vigor do novo sistema de defesa da concorrência, país teve pelo menos 10 grandes negócios. (Págs. 1 e 12)
Delação genética
Banco de DNA vai ajudar a identificar criminosos. (Págs. 1, 9 e Editorial, 10)
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Jornal do Commercio

Manchete: Transpetro acredita na reação do estaleiro
Após suspender 16 das 22 encomendas de navios, presidente da companhia diz que Atlântico Sul tem condições de obter parceiro tecnológico, recuperar contratos e manter empregos em Suape. (Págs. 1 e Economia 5)
Transmissão de aids é criminalizada
STJ entende que contaminação configura lesão corporal grave e condena homem que prejudicou parceira. (Págs. 1 e 8)
Confusão no PT parece ainda longe de ter fim
Executiva nacional estaria forçando a saída de João da Costa e Rands da disputa pelo Recife. Ideia seria lançar Humberto para evitar mais desgastes. (Págs. 1, 3 e 4)
Depoimento complica Demóstenes
Senador admitiu no Conselho de Ética que Carlinhos Cachoeira pagava conta de seu telefone celular. CPI quebrou sigilos da Delta Construções. (Págs. 1 e 5)
Ministro diz que Lula tenta constranger STF
Gilmar Mendes eleva o tom do confronto e diz que o ex-presidente “fomentou intrigas” contra ele para “melar” o julgamento do mensalão. (Págs. 1 e 6)
Dengue
Equipamento em fase de testes dará o diagnóstico da doença em apenas alguns minutos. (Págs. 1 e Tecnologia 3)
Em seis meses, Estado fará exames de DNA
Nova lei obriga captação do perfil genético de criminosos e SDS vai se adaptar. (Págs. 1 e Cidades 9)
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Zero Hora

Manchete: Combate a roubo de carros
RS busca modelo argentino

Termo de cooperação, que deve ser assinado nas próximas semanas, prevê adoção de sistema que, ao regular mercado de peças, reduziu furtos e roubos de veículos em até 40% no país vizinho. (Págs. 1 e 30)

Elos ocultos: Contradições marcam fala de Demóstenes
Ao Conselho de Ética, senador disse desconhecer relações suspeitas de Cachoeira. (Págs. 1 e 6)
Entre vizinhos: Cristina fecha ainda mais a fronteira
Restrições da Argentina obrigam empresas gaúchas a se adaptarem. (Págs. 1 e 14)
Camaquã: Fábrica chinesa planeja trazer equipamentos
Comitiva viajou à China para tirar dúvidas sobre empresa de caminhões. (Págs. 1 e 15)
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Brasil Econômico

Manchete: Protecionismo reduz a zero déficit comercial da Argentina com Brasil
Política de Cristina Kirchner acaba com o superávit brasileiro mensal de até US$ 100 milhões que perdurou nos últimos três anos; montadoras de automóveis e empresas alimentícias foram os principais alvos das barreiras do país vizinho. (Págs. 1 e 10)
CPI aprova quebra de sigilo das contas nacionais da Delta
Investigações serão ampliadas para todos os estados que têm contratos com a empreiteira. (Págs. 1 e 8)
Fim de incentivos fiscais de estados está na mira do STF
Supremo põe em consulta proposta que proíbe estados de usar o ICMS para atrair investimentos. (Págs. 1 e 28)
Usiminas enfrenta prova de fogo na busca de resultados
Com alto endividamento, siderúrgica perde a indicação de grau de investimento de duas agências. (Págs. 1 e 32)
Mercedes suspende contrato de 1,5 mil operários até fim do ano
Com a produção em queda, montadora vai enviar 12% de sua força de trabalho para cursos de capacitação; acordo com governo federal permitirá que salários sejam pagos integralmente durante o período. (Págs. 1 e 16)
Espanha espalha mais pessimismo
Novo rebaixamento do país, desta vez pela agência Egan-Jones, eleva tensão nos mercados. (Págs. 1 e 31)
Super Cade acelera fusões e aquisições
No mesmo dia em que nova lei entrou em vigor, ontem, 12 negócios movimentaram R$ 8,5 bilhões. (Págs. 1 e 4)
Menu bilionário
Governo de SP reúne empresários espanhóis em almoço. No cardápio, o plano de obras de R$ 100 bilhões. (Págs. 1 e 3)
EBC Serviços

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