CTB avalia como positiva nova regra para poupanças anunciada por Dilma

A presidenta Dilma Rousseff, se reuniu na tarde desta quinta-feira (03), em Brasília, com representantes das seis centrais sindicais reconhecidas, para anunciar a nova regra do rendimento da caderneta de poupança. Participaram ainda da reunião o vice-presidente, Michel Temer e os ministros Guido Mantega (Fazenda), Gilberto Carvalho (Secretária-Geral) e o recém- empossado Brizola Neto (Trabalho).
Após o encontro, Nivaldo Santana, vice-presidente da CTB, avaliou como positiva a nova medida, pois não altera o cálculo das aplicações atuais.
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Por medida provisória (MP), o novo cálculo altera o rendimento da poupança para 70% da Selic - hoje em 9% ao ano – caso a taxa de juros chegue a 8,5%.
As regras de remuneração da poupança mudam a partir da sexta-feira (04) e novo modelo vale apenas para as novas contas. As que já existem até hoje seguem com o cálculo de seus rendimentos sem modificações.
Santana revela que a medida visa diminuir as altas taxas de juros praticadas no país e o spread bancário. “É uma proposta razoável dentro de uma estratégia de redução radical da taxa de juros e mudança na política cambial, como condição para o desenvolvimento  mais acelerado da economia. Uma bandeira defendida pela classe trabalhadora”, destacou o sindicalista.
De acordo com o sindicalista, dentro da estratégia de desenvolvimento do governo, é necessário remover três grandes obstáculos: taxas elevadas de juros, câmbio supervalorizado e a carga tributária distorcida.
No Brasil, atualmente existem 100 milhões de cadernetas de poupança, com depósitos que totalizam 430 bilhões de reais. O rendimento da poupança hoje gira em torno de 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR).
Com a redução da taxa Selic, os fundos de investimento e títulos do Tesouro perdem um pouco da atratividade, porque contam com a cobrança de Imposto de Renda, IOF e taxa de administração, ao contrário da poupança. No entanto, a adoção da nova regra deverá inibir a fuga de investimentos de títulos da dívida do Tesouro Direto para a poupança.
Quanto aos outros dois pontos da pauta, aguardados pelos sindicalistas: a isenção do Imposto de Renda de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e o fim do fator previdenciário, a presidenta Dilma se comprometeu a discuti-los na próxima reunião, agendada para a manhã da terça-feira (10), com a presença do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, e do ministro do Trabalho, Brizola Neto.
Portal CTB

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