Itaú anuncia nova redução de juros no crédito

Compra parcelada com juros no cartão sofreu reduções de até 72%

O Itaú anunciou nesta sexta-feira (11) nova redução de juros para pessoas físicas e pequenas empresas, em linhas como capital de giro, cartão de crédito e cheque especial. 
Em alguns seguimentos, os cortes superaram 70% e o banco promete novos ajustes em seus juros na medida em que a taxa básica da economia, a Selic, se reduza. 
O execultivo Roberto Setubal disse em nota à imprensa que "continuaremos ajustando (as taxas do banco) à medida que a taxa básica de juros caia. Temos um volume de crédito disponível para clientes pessoa física, micro e pequenas empresas que ultrapassa os R$ 200 bilhões e vamos continuar expandindo a oferta de crédito para acelerar e fortalecer o crescimento da economia".



As taxas menores de juros do banco valem para quem aderir ao pacote MaxiConta Portabilidade Salário, voltado a clientes que já recebem ou que transferirem seu salário para conta corrente do Itaú. 
No crédito pessoal, as taxas de juros do cliente que aderir ao MaxiConta cairão do atual intervalo de 2,45% a 6,70% ao mês para 1,99% a 4,94% mensais. Já no cheque especial, a menor taxa mensal, que era de 5,24%, cai para 3,50%. E a taxa máxima sofre forte queda, de 8,89% para 4,94% ao mês. 
No cartão de crédito para pessoas físicas, a taxa do rotativo passa do intervalo de 3,90% a 13,80% ao mês para 3,85% a 9,90%. A compra parcelada com juros no cartão sofreu reduções de até 72%: passa de taxas mensais de 1,99% a 13,80% para 0,90% a 3,90%. 
Para essas linhas, as novas taxas passam a valer a partir de 16 de maio. 
Pequenas empresas 
Nas pequenas empresas, o Itaú anunciou redução na taxa para o capital de giro com garantia de recebíveis em cartões que passa a 1,10% ao mês, a partir de 14 de maio. O banco não informou qual era a taxa anterior. 
A redução do Itaú anunciada nesta sexta-feira foi a segunda que o banco fez em menos de um mês. A primeira foi feita no dia 18 de abril e seguiu movimento semelhante de Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. 
Os bancos públicos, porém, têm sido mais agressivos e cada um deles já anunciou quatro cortes em seus juros e ainda redução das taxas de administração de fundos de investimento. 
Em entrevista ao Grupo Estado na quarta-feira, o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, também prometeu reduzir juros.


Comentários