LENDO RABINDRANATH TAGORE



Diário de Alexandria com Carlos Sepúlveda 

Quando caminho sozinho pela noite
em busca da cidade do Amor,
os pássaros não cantam, o vento não se move
as casas e as ruas permanecem
por toda parte caladas.

E meus pés vacilam a cada passo meu.
E me dá uma vergonha...!

Quando, sentado na varanda espero sem esperança,
sem alento, os seus passos,
as folhas estão mudas nas árvores,
a água está quieta nos rios
como a espada nos ombros de uma sentinela desatenta.

E meu coração palpita feito louco.
Não sei como fazê-lo calar.

Quando meu Amor vem
e senta a meu lado,
quando meu corpo treme e meus olhos cegam,
a noite escurece, o vento apaga minha lâmpada
e as nuvens velam as estrelas.

Uma jóia em meu peito explode em luz.
Já não sei como apagá-la...

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