Vereadora de Angra dos Reis é condenada a 12 anos de prisão


Parlamentar, acusada de compra de votos e coação a testemunhas, também foi cassada

Acusada de compra de votos nas últimas eleições municipais e de coação a testemunhas, a vereadora de Angra dos Reis Vilma dos Santos (PTB) foi condenada a 12 anos de prisão, no regime semi-aberto, além de multa e mais prestação de serviços comunitários. A decisão judicial, que ainda cabe recurso no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), foi proferida pelo juiz eleitoral Carlos Manuel Barros, que também cassou o mandato da parlamentar.


Tanto a vereadora quanto seu assessor jurídico, Marcos Ubiraci, chegaram a ser presos em 2010, quando ela era presidente da Câmara Municipal de Angra dos Reis, acusados de coação a testemunhas, no processo em que respondiam por supostos crimes eleitorais.
Além da compra de votos, a vereadora foi condenada por fazer uso indevido de um centro social, aA ABC (Associação Beneficente Cristã de Angra dos Reis), que foi fechada após muitas denúncias de irregularidades. Vilma foi acusada de uso indevido da unidade, da qual era “madrinha”.
A vereadora foi acusada, também, de nepotismo, por ter mantido o marido como funcionário em seu gabinete, contrariando a Súmula Vinculante do Supremo Tribunal Federal ( STF ). A parlamentar tem agora 15 dias para recorrer da sentença em liberdade. De acordo com seus assessores, Vilma vai se pronunciar sobre o caso na próxima segunda-feira, numa coletiva com a imprensa.
na terça-feira, durante a sessão ordinária do Legislativo de Angra dos Reis, a vereadora fez uso da tribuna para falar sobre o assunto e confirmou o encontro com jornalistas na próxima segunda-feira.
- O que nós vamos falar, com certeza, vai virar o quadro deste processo - disse a vereadora, que enfatizou ter sido condenada por distribuir cestas básicas às vítimas da tragédia de janeiro de 2010.
- Para minha surpresa fui condenada por suposta prática de crimes como compra de votos, abuso de poder econômico e transportes de eleitores na eleição de 2008. A minha vontade era relatar tudo que está acontecendo neste processo, podendo relatar todos os fatos, evitando assim os comentários falsos, mas estou impossibilitada de me manifestar de um jeito mais claro, pois o processo, de minha parte, ainda corre em segredo de Justiça. Quero externar minha revolta, pois o segredo de Justiça só se aplica contra a Vilma, enquanto a imprensa tem o poder de divulgar o contexto da sentença. Mas vai deixar de ser segredo quando eu falar para todo mundo na próxima segunda-feira – completou a parlamentar.

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