Cúpula dos Povos diz que Rio+20 repetiu “roteiro falido” e deixou questões importantes de lado

Organizões da sociedade civil elaboraram manifesto contra conferência
Organizações da sociedade civil que participaram da Cúpula dos Povos na Rio+20 divulgaram nesta sexta-feira (22) um manifesto contra o texto final da conferência. Eles afirmaram que não se reconhecem no documento e criticaram o modo como o evento foi conduzido.
“Os mecanismos de participação nao são de escuta efetiva, mas apenas para legitimar um modelo preexistente", diz o documento da cúpula.

Um trecho do documento diz que a Rio+20 repetiu o “roteiro falido de falsas soluções defendidas pelos mesmos atores que provocaram a crise global”.

Um dos principais alvos das entidades da sociedade civil e dos ambientalistas foi o conceito de economia verde. Para eles, o modelo defendido pela ONU (Organização das Nações Unidas) “apenas pinta o capitalismo com cores novas” e não trata de questões importantes como a exploração de recursos naturais e da mão de obra dos povos mais pobres.

Durante uma entrevista coletiva nos arcos da Lapa, no centro do Rio de Janeiro, os líderes de movimentos se disseram satisfeitos com os resultados das discussões da Cúpula dos Povos, que, desde o início se apresentou como um contraponto ao que era discutido pelos chefes de Estado.No texto apresentado na tarde desta sexta, que ainda será atualizado no fim do dia, as entidades participantes definiram 14 pontos, que , segundo elas, estarão presentes em campanhas em todo o mundo. Entre os itens apresentados estão: mudança da matriz energética, reconhecimento da dívida histórica social e ecológica, violência contra a mulher e garantia de conquista de direitos.

Paraguai

A instabilidade política no Paraguai foi lembrada pelos representantes da Cupula dos Povos. Os movimentos sociais afirmaram que repudiam o que eles classificaram de tentativa de golpe no país vizinho. Eles lembraram que, nos últimos anos, houve ao menos cinco tentativas de golpe na América Latina.Para eles, é impossível aceitar o retrocesso democrático na região, que já sofreu muito com regimes ditatoriais.

Representantes de movimentos paraguaios disseram que estão de luto pelo que esta acontecendo no país. Eles disseram que as suas cidades estão sitiadas e que todos estão muito apreensivos. O grupo agradeceu a solidariedade internacional.
do R7

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